Temer afirma ter força para resistir | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 29.08.2017
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Brasil

Temer afirma ter força para resistir

Na iminência de ser novamente denunciado, presidente divulga vídeo ao embarcar em viagem oficial para a China. "Sabemos que tem gente que quer parar o Brasil", ressalta.

Em vídeo, Temer acusa pessoas de quererem semear desordem no país

Em vídeo, sem citar nomes, Temer acusa pessoas de quererem semear desordem no país

Logo após embarcar para a China e em meio à possibilidade de ser novamente denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o presidente Michel Temer divulgou nesta terça-feira (29/08) um vídeo nas redes sociais no qual afirmou que algumas pessoas querem parar o Brasil e semear a desordem, mas destacou que tem força para resistir.

"Sabemos que tem gente que quer parar o Brasil, e esse desejo não tem limites. Quer colocar obstáculos ao nosso trabalho, semear a desordem nas instituições, mas tenho força necessária para resistir porque o que estamos fazendo é necessário e serve apenas à sociedade brasileira", afirmou Temer.

O presidente ressaltou que "nenhuma força o desviará do compromisso que aceitou" ao assumir o poder. "Cheguei ao governo com um plano claro de reformas. E com o apoio decisivo do Congresso, com sua torcida, e com o empenho de todos, o estamos executando", destacou, no vídeo de pouco mais de três minutos.

Ao fazer acusações, Temer não citou nomes, mas a declaração foi feita diante a iminência de uma nova denúncia que deve ser apresentada contra o presidente pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com base nas delações de executivos da JBS.

Assistir ao vídeo 01:09

Temer diz a TV chinesa que Brics não está em declínio

A primeira denúncia apresentada por Janot contra Temer, em junho, por corrupção passiva, foi barrada no início de agosto pela Câmara dos Deputados. O presidente era investigado ainda por formação de quadrilha e obstrução da Justiça. Estima-se que o procurador apresentará uma segunda denúncia antes de deixar o cargo, em 17 de setembro.

No vídeo, Temer falou também sobre sua viagem à China e afirmou que o país pode ser um dos grandes investidores nos projetos de concessão anunciados pelo governo. O presidente disse que a visita ampliará as relações comerciais com o país.

Em 2009, a China se tornou o maior parceiro comercial do Brasil. No ano passado, o comércio entre os dois países chegou aos 58 bilhões de dólares, com um saldo positivo de 12 bilhões para o Brasil.

Temer voltou a insistir na recuperação econômica do Brasil. "A herança deixada está sendo, progressivamente, corrigida, e a carestia e os juros estão sendo eliminados. A volta dos empregos já uma realidade", disse.

Além da visita de Estado, Temer participará da nona cúpula do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul, que ocorre na próxima semana na China. Em entrevista à emissora de televisão estatal chinesa CCTV, divulgada nesta terça-feira, o presidente ressaltou o caráter comercial da viagem e negou o declínio do bloco dos países emergentes.

CN/abr/lusa/ots

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