Talibã abre fogo em universidade no Paquistão | Notícias internacionais e análises | DW | 20.01.2016
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Mundo

Talibã abre fogo em universidade no Paquistão

Grupo invade salas de aula e dormitórios, mata pelo menos 19 pessoas e deixa dezenas de feridos. Extremistas afirmam que atentado é ato de vingança.

Equipe de resgate retira feridos de universidade após ataque

Equipe de resgate retira feridos de universidade após ataque

Um grupo de militantes do Talibã abriu fogo nesta quarta-feira (20/01) na universidade Bacha Khan, em Charsadda, no noroeste do Paquistão. O ataque deixou pelo menos 19 mortos e dezenas de feridos. Entre os mortos estão estudantes, policiais e um professor.

O ataque começou logo após o início das aulas. Apesar de caça aos atiradores em andamento, o Exército paquistanês afirmou que os extremistas foram contidos e quatro deles foram mortos. Salas de aula e dormitórios da universidade foram esvaziadas.

"Todos os estudantes foram retirados dos dormitórios, mas extremistas ainda estão escondidos em diferentes locais da universidade, e alguns estudantes e funcionários estão presos lá dentro", disse o inspetor da polícia Saeed Wazir.

De acordo com a polícia, o grupo armado aproveitou o nevoeiro para escalar, sem serem percebidos, o muro da universidade. Eles entraram nos prédios e abriram fogo contra estudantes e professores que estavam em salas de aula e nos dormitórios.

"A maioria dos estudantes e funcionários estava em sala de aula quando o ataque começou. Não tenho ideia do que está acontecendo, mas ouvi um funcionário de segurança falando ao telefone com alguém e dizendo que muitas pessoas foram mortas e feridas", contou Shabir Khan, professor no departamento de Língua Inglesa.

Ato de vingança

O Talibã assumiu a autoria do atentado e afirmou que o ataque foi um ato de vingança após a morte de militantes do movimento fundamentalista islâmico pelas forças de segurança paquistanesa.

O ataque ocorreu no mesmo dia em que estava programado no local um recital de poesia em memória de Khan Abdul Ghaffar Khan, um ativista popular pastó que lutou pela independência. A universidade possui mais de 3 mil estudantes e se preparava para receber 600 pessoas para o evento.

O primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, condenou o ataque à universidade e afirmou que os atiradores não têm fé ou religião. "Estamos determinados e comprometidos a acabar com a ameaça do terrorismo no nosso país", disse.

O Paquistão tem sido palco da violência jihadista. Após um massacre do Talibã a uma escola em Peshawar, que matou mais de 150 pessoas, a maioria delas criança, em dezembro de 2014, o país intensificou o combate aos extremistas e prendeu centenas de suspeitos.

CN/dpa/rtr/afp/ap

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