Suposto autor de atentado continua cercado em Toulouse | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 21.03.2012
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Mundo

Suposto autor de atentado continua cercado em Toulouse

Polícia francesa continua cercando suspeito de ser autor de atentado que deixou quatro mortos em escola judaica de Toulouse. Justiça francesa classifica assassinatos como de motivação terrorista. Sarkozy pede coesão.

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Polícia cercou a casa do suspeito em Toulouse

Na operação policial em busca de suspeitos do atentado em Toulouse, que começou às 3 da madrugada desta quarta-feira (21/03), profissionais de uma tropa especial de elite da polícia deram busca em uma casa no bairro Croix-Daurade, onde houve troca de tiros. Dois policiais ficaram feridos.

O ministro francês do Interior, Claude Guéant, que esteve no local, afirmou que o suspeito declarou pertencer à rede terrorista Al Qaeda. "Ele quis se vingar pelas crianças palestinas e também contra as Forças Armadas francesas por sua atuação no exterior", afirmou Guéant. De acordo com a emissora de TV BFM na tarde desta quarta-feira, a casa onde o suspeito se encontrava já havia sido evacuada, mas Guéant desmentiu a seguir a notícia.

Sarkozy pediu coesão à população do país neste momento. "Não podemos nos deixar levar nem pela discriminação, nem pela vingança", afirmou o presidente após um encontro com representantes das comunidades judaica e muçulmana em Paris.

O suposto autor do atentado é um francês de origem argelina e tem 24 anos. Ele foi identificado como sendo Mohammed Merah e já vinha sendo monitorado por autoridades francesas há bastante tempo. Merah, segundo as informações, viajou há pouco tempo para a região fronteiriça entre o Paquistão e o Afeganistão, tendo mantido ligações com grupos "ligados à Jihad". O ministro Guéant afirmou que a polícia prendeu também o irmão do suspeito.

Enterro em Jerusalém

As quatro vítimas do atentado de segunda-feira foram enterradas em Jerusalém, depois de terem sido transportadas em uma aeronave que deixou Paris na manhã desta quarta-feira. A bordo estavam, além de aproximadamente 50 familiares das vítimas, também o ministro francês do Exterior, Alain Juppé. O ministro participou da cerimônia de enterro das vítimas no maior cemitério de Jerusalém, à qual compareceram milhares de pessoas.

Além do professor e rabino morto, Jonathan Sandler, e de seus dois filhos, foi enterrada também a quarta vítima do atentado: uma menina de nome Miriam Monsonego. Uma cerimônia de luto pela morte de três soldados, supostamente assassinados pelo mesmo autor, acontece também em uma unidade militar em Montauban, da qual participam o presidente Nicolas Sarkozy e outros políticos franceses.

Os três soldados foram mortos a tiros de curta distância em Toulouse e Montaubaun. A Justiça francesa classifica a série de assassinatos como de motivação terrorista.

Em memória das vítimas

As escolas da França fizeram um minuto de silêncio na terça-feira em memória às vítimas. Sarkozy e seus adversários de campanha eleitoral suspenderam temporariamente comícios e outras atividades. Judeus e muçulmanos planejam para o próximo domingo uma marcha de silêncio em Paris.

SV/ dpa, afp, rtr, dapd
Revisão: Roselaine Wandscheer

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