Suposta pintura de Van Gogh é arrematada por 550 mil euros | Cultura europeia, dos clássicos da arte a novas tendências | DW | 02.09.2020

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Cultura

Suposta pintura de Van Gogh é arrematada por 550 mil euros

Quadro teria sido pintado durante a juventude do artista e seria cópia de obra do conterrâneo Jacob van Ruisdael. Pintura traz a assinatura "Van Gogh", embora o mestre holandês sempre tenha assinado como "Vincent".

Quadro The Wijk Mill

Museu Van Gogh, de Amsterdã disse não acreditar que a obra "The Wijk Mill" seja do pintor

Um suposto quadro de Vincent van Gogh foi leiloado nesta terça-feira (01/09) em Hamburgo por 550 mil euros. A casa de leilões Dechow, que promoveu o negócio, não divulgou o nome do comprador da obra, intitulada The Wijk Mill (O moinho de Wijk).

O leiloeiro, que na verdade é especializado em bens industriais, apresentou a pintura como uma possível obra de juventude do artista holandês. Van Gogh teria feito uma cópia da obra O moinho de Wijk bij Duurstede, que seu conterrâneo Jacob van Ruisdael pintou por volta de 1760.

"Não podemos provar que seja autêntica, mas há muitos indícios", disse antes do leilão Jens-Peter Franz, funcionário da Dechow.

"O museu examinou esta pintura e não pensa que o trabalho tenha sido feito por Vincent van Gogh", declarou o Museu Van Gogh, de Amsterdã, principal autoridade na avaliação de autenticidade de quadros do artista, respondendo a pergunta da agência de notícias alemã DPA.

Antes da venda, a casa de leilões apresentou cinco pareceres que afirmaram não haver indícios de falsificação, incluindo análises químicas, de peritos em arte e investigação com ajuda de inteligência artificial.

A pintura teria sido adquirida por um comerciante de Leipzig em Paris em 1904. Ela foi herdada pela sua neta, que o vendeu a um comprador privado em 1994.

Um detalhe curioso é que o quadro traz a assinatura "Van Gogh", mas o mestre holandês sempre  tenha assinado suas obras como "Vincent". Alguns argumentam ser improvável que um falsificador fosse tão incauto. E a letra, na opinião de alguns especialistas, corresponderia à de um "verdadeiro Van Gogh".

MD/dpa/ots

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