Subsidiária alemã da GM teve prejuízo recorde | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 16.01.2002
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Economia

Subsidiária alemã da GM teve prejuízo recorde

Opel quer sair da pior crise de sua história cortando vagas, acabando com a capacidade ociosa e com nova ofensiva na linha de veículos.

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Zafira na linha de montagem

A situação da Opel, subsidiária alemã da General Motors (GM), piorou sensivelmente no ano passado, como mostra o balanço financeiro da montadora, divulgado nesta quarta-feira (16).

Devido à queda contínua na venda de veículos, o prejuízo da empresa na área de automóveis em 2001 aumentou em 34%, para 674 milhões de euros (no ano anterior haviam sido 502 milhões de euros). No total, foram vendidos 1,3 milhões de carros, cem mil a menos que no ano anterior.

Mesmo assim, a montadora fechou com um superávit de 87 milhões de euros, devido aos bons resultados do Opel Bank. O maior prejuízo dos cem anos de existência da fábrica foram justificados por Forster com os altos custos estruturais e administrativos. Também a capacidade ociosa e a opção por carros de menor porte influenciou no resultado, acrescentou o presidente da empresa.

Por outro lado, em 2001 foram feitos investimentos recordes de 900 milhões de euros, principalmente no projeto do novo Vectra. Forster anunciou uma nova ofensiva na linha de veículos e pretende apresentar modelos novos a cada seis meses.

Pela primeira vez no ano passado, a fatia da tradicional marca de automóveis ficou abaixo dos 12% do mercado alemão. Em toda a Europa, a Opel, junto com sua parceira britânica Vauxhall, abocanhou 10,3%.

Cortes de empregos – Entre as medidas para o saneamento das finanças, Forster informou que serão eliminadas pelo menos 2,5 mil vagas na Alemanha. Em 2001, o quadro de funcionários nas quatro fábricas da Opel no país (Rüsselsheim, Bochum, Kaiserslautern e Eisenach) foi de 37,7 mil operários. Entretanto, grande parte da redução de cinco mil vagas deveu-se à transferência da produção de motores e caixas de marcha para uma joint venture com a Fiat.

Os representantes sindicais acusam a administração da empresa pela crise. Eles teriam perdido muito tempo tentando resolver os problemas. Também as sugestões para a contenção de despesas, como o congelamento de salários e o corte da gratificação de Natal, feitas pela diretoria, foram rejeitados pelos representantes dos trabalhadores.

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