STF encontra escuta no gabinete de Barroso | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 17.05.2016
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Brasil

STF encontra escuta no gabinete de Barroso

Equipamento estava desativado quando foi localizado pelo Serviço de Inteligência do Supremo, escondido embaixo da mesa do ministro Luís Roberto Barroso. Gabinete ainda não sabe se grampo chegou a ser acionado.

O Serviço de Inteligência do Supremo Tribunal Federal (STF) encontrou um equipamento de escuta no gabinete do ministro Luís Roberto Barroso, segundo informou nesta terça-feira (17/05) a assessoria de imprensa do tribunal.

O aparelho foi localizado dentro de uma caixa de cabos eletrônicos embutida no chão logo abaixo da mesa do ministro, durante uma varredura de rotina realizada no dia 11 de abril por funcionários da equipe de segurança.

Segundo o gabinete de Barroso, o equipamento estava desativado no momento em que foi encontrado, e não se sabe se chegou a ser acionado. A Agência Brasil afirma, citando o gabinete, que uma investigação será aberta para identificar os responsáveis pelo grampo.

O ministro declarou nesta terça-feira que considera o acontecido como algo "gravíssimo" e uma "desfaçatez", apesar de o grampo não apresentar riscos no ponto de vista pessoal.

"Estou totalmente tranquilo e confortável. Aqui recebo pessoas em audiência e converso com meus assessores sobre os processos. A gravidade é alguém saber, por antecipação, o que eventualmente estou pensando em fazer em um processo", disse Barroso.

"Fora isso, aqui é um espaço totalmente republicano, de modo que não há risco de aparecer qualquer coisa errada”, afirmou o ministro, ressaltando que não se surpreendeu com o grampo. "Nada no Brasil de hoje surpreende", brincou.

Luís Roberto Barroso é um dos 11 ministros do STF e foi nomeado em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff, hoje afastada do cargo. Recentemente, ele foi relator do acórdão do processo de impeachment, texto que traz os trâmites do pedido de afastamento da presidente.

O ministro também é relator da execução das penas dos condenados no escândalo do mensalão, que revelou, em 2005, um grande esquema de compra de votos de parlamentares.

EK/abr/efe/lusa/ots

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