Soldados de patrulha antiterrorista são atropelados em Paris | Notícias internacionais e análises | DW | 09.08.2017
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Mundo

Soldados de patrulha antiterrorista são atropelados em Paris

Veículo avança contra membros da operação "Sentinelle", criada em 2015 após atentados extremistas. Seis militares ficam feridos, dois em estado grave, em mais um incidente que tem forças de segurança como alvo.

Policiais e forças de resgate no local do atropelamento, no subúrbio noroeste de Paris

Policiais e forças de resgate no local do atropelamento, no subúrbio noroeste de Paris

Um automóvel atropelou na manhã desta quarta-feira (09/08) uma patrulha militar antiterrorista no subúrbio noroeste de Paris, causando seis feridos. Apesar de não correrem risco de morte, dois deles estão em estado grave, segundo informações da polícia da capital francesa.

O motorista conseguiu fugir, mas foi localizado horas depois numa estrada em direção a Calais. Ao ser abordado por policiais, ele avançou com o veículo contra outros carros e foi alvejado por policiais. O suspeito ficou ferido e foi detido. O veículo que ele dirigia era o mesmo que atropelou os soldados.

 "O homem interpelado, nascido em 1980, é provavelmente o autor" do atropelamento, "pois estava no veículo procurado e tentou fugir", afirmou uma fonte judicial. 

Os membros da força de operações "Sentinelle" foram atropelados diante de uma caserna militar no centro de Levallois-Perret, a cerca de oito quilômetros do centro de Paris. O ministro do Interior francês, Gerard Collomb, disse que os soldados foram alvo de um ataque deliberado. 

Soldados patrulham a área próxima ao local de atropelamento, em Levallois-Perret

Soldados patrulham a área próxima ao local do atropelamento, em Levallois-Perret

O prefeito da cidade, Patrick Balkany, disse ao canal de televisão francês BFM TV que considera "intolerável" e "vergonhosa" a agressão contra os militares. Ele também afirmou que o "odioso ataque" foi "sem dúvida deliberado". "Trata-se de um veículo (...) que acelerou muito quando eles saíram [da caserna]", explicou o político conservador.

O atropelamento aconteceu quatro dias depois de um jovem de 18 anos com problemas psiquiátricos ter tentado entrar na Torre Eiffel, em Paris, munido de uma faca enquanto gritava "Alá é Grande". Apesar da situação clínica, o jovem está sendo investigado porque afirmou estar em contato com os extremistas do "Estado Islâmico".

As patrulhas antiterroristas foram mobilizadas na França após os atentados de Paris, em 2015. Desde janeiro daquele ano, 239 pessoas morreram em atentados extremistas islâmicos. Os ataques mais recentes tiveram como alvo especialmente forças da ordem em locais emblemáticos, como pontos turísticos. Em junho, um homem bateu num carro de polícia na Avenida Champs-Elysées. Ninguém ficou ferido na ocasião.

RK/lusa/afp/rtr

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