Sexo, drogas e venda de seguros: firma alemã envolvida em escândalo | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 24.05.2011
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Alemanha

Sexo, drogas e venda de seguros: firma alemã envolvida em escândalo

Jornal alemão divulga novas acusações contra seguradora que promoveu orgia para premiar seus melhores corretores. Tabloide afirma ter imagens com cenas de consumo de cocaína em viagens de funcionários da empresa.

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Termas de Gellért, em Budapeste: cenário da orgia

Depois que uma seguradora alemã admitiu ter contratado prostitutas para premiar seus melhores representantes de vendas, foram divulgadas novas acusações contra a empresa. A edição desta terça-feira (24/05) do tabloide alemão Bild afirma possuir fotos e vídeos contendo cenas de consumo de cocaína ocorridas em pelo menos duas viagens promovidas para funcionários da empresa.
As imagens mostram, segundo o diário, corretores do grupo consumindo cocaína em uma viagem a Palma de Mallorca em setembro de 2010. Há também imagens similares de uma viagem a Dubai em março do mesmo ano. "Demitiríamos representantes nossos que reconhecidamente tenham consumido drogas ilegais em uma de nossas viagens“, afirmou ao Bild o porta-voz da Ergo, Alexander Becker.
Festa para os 100 melhores
A seguradora Hamburg Mannheimer, hoje incorporada ao grupo Ergo, premiou seus 100 melhores representantes de venda com uma grande festa, regada a sexo e álcool nas Termas de Gellért, histórica casa de banhos em Budapeste. A Ergo admitiu que cerca de 20 prostitutas participaram da orgia, realizada em 2007 mas que só veio a público semana passada. A empresa cogita, por isso, denunciar criminalmente os responsáveis pelo evento.
Ergo Versicherungsgruppe Versicherung Düsseldorf

Sede do grupo Ergo, em Düsseldorf

A noite teria custado 83 mil euros, informou o presidente do conselho de direção da Ergo, Torsten Oletzky, ao semanário Der Spiegel. O executivo disse ser tudo “inacreditavelmente embaraçoso” para a empresa. "Tal evento aconteceu dentro de uma viagem de três dias", informou Oletzky, sem divulgar mais detalhes sobre a festa. Ele admitiu que o evento foi “um erro grosseiro” e já na época um "claro abuso" contra as regras da corporação.

Muitos representantes de vendas autônomos que participaram da viagem ainda hoje trabalham para a Ergo, lembrou Oletzky. "Vai ser difícil reconstruir quem fez o que nessa viagem. Além disso, a participação em tais eventos não é motivo para se tirar consequências pessoais. Pode-se condenar tal coisa moralmente, mas o que é grave é o fato de que os então gestores de nossa empresa organizaram tal coisa", complementou, afirmando que eles já teriam deixado o grupo.
Moças recebiam carimbo
Participantes da festa em Budapeste disseram ao jornal Handelsblatt, que as prostitutas eram marcadas por pulseiras. "As moças usavam pulseiras vermelhas e amarelas. Umas eram recepcionistas, e as outras poderiam cumprir todos os desejos", afirmou um convidado da orgia. As mais atraentes usavam pulseiras brancas e eram reservadas para os membros da diretoria e para os melhores corretores.
Ao lado das termas foram montadas camas de dossel adornadas com tecidos. "Qualquer um podia ir para uma das camas com uma das moças e fazer o que quisesse", recordou um participante. "As mulheres recebiam um carimbo no braço depois do encontro. Assim podia-se ver qual moça foi requisitada mais vezes", citou o Handelsblatt.
MD/dpa/afp
Revisão: Carlos Albuquerque

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