Senado dos EUA aprova sanções contra Rússia | Notícias internacionais e análises | DW | 27.07.2017
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Mundo

Senado dos EUA aprova sanções contra Rússia

Apesar de manifestar oposição à medida, presidente Donald Trump deve sancionar projeto aprovado por maioria esmagadora no Congresso. Sanções podem deteriorar ainda mais relações entre Moscou e Washington.

Maioria dos congressistas americanos aprova novas sanções contra Rússia, Coreia do Norte e Irã

Maioria dos congressistas americanos aprova novas sanções contra Rússia, Coreia do Norte e Irã

Por 98 votos a dois, o Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira (27/07) um pacote de sanções contra a Rússia, apesar da oposição manifestada por Donald Trump, que pediu aos congressistas para que fossem mais flexíveis. O projeto segue agora para ser analisado pelo presidente.

As novas sanções são uma resposta à suposta interferência de Moscou nas eleições presidenciais do ano passado, bem como à anexação da Crimeia pelo país em 2014. Aprovado com apoio de republicanos e democratas, o pacote também inclui sanções contra a Coreia do Norte e o Irã.

As sanções envolvendo a Coreia do Norte, por sua vez, focam em seu programa de mísseis balísticos e de armas nucleares, bem como no uso de mão de obra escrava. Já em relação ao Irã, a medida menciona atividades terroristas, abusos dos direitos humanos e também seu programa de mísseis balísticos.

Este foi o primeiro principal projeto de política externa aprovado pelo Congresso americano no governo Trump, que encontra dificuldades para avançar com sua agenda doméstica.

"Os Estados Unidos precisam enviar uma mensagem forte a Vladimir Putin e qualquer outro agressor de que nós não toleramos ataques à nossa democracia", afirmou o senador republicano John McCain pouco antes do início da votação.

As sanções aprovadas atingem diversas indústrias russas e podem prejudicar ainda mais a economia do país, que está enfraquecida desde 2014, após as primeiras sanções impostas em meio à crise na Ucrânia.

Relações estremecidas

O pacote de sanções pode deteriorar ainda mais as relações entre a Rússia e os Estados Unidos, que foram estremecidas durante o governo do ex-presidente Barack Obama. Há seis meses no poder, Trump tem sinalizado disposição para cooperar com o governo russo e chegou a questionar as suspeitas de que Moscou interferiu na corrida eleitoral em 2016.

Investigações em curso nos EUA apuram essa suposta ingerência, bem como possíveis ligações entre a campanha republicana e o Kremlin para favorecer a eleição de Trump. Ambos negam conluio.

A sequência de fatos, que inclui ainda outros episódios polêmicos envolvendo pessoas próximas ao presidente e autoridades russas, levantou preocupações entre os congressistas de que Trump poderia agir para aliviar unilateralmente as sanções já impostas por Washington a Moscou no passado.

Por isso, a medida aprovada dá ao Congresso poder para reverter um veto presidencial e transformá-la em lei. Desta maneira, apesar da oposição de Trump, a expectativa é que o pacote seja sancionado pelo presidente.

O projeto também foi aprovado pela Câmara dos Representantes dos Estados Unidos por por 419 votos a três.

CN/efe/rtr/afp/ap

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