Senado dos EUA aprova pacote de estímulo de US$ 1,9 trilhão | Notícias internacionais e análises | DW | 06.03.2021

Conheça a nova DW

Dê uma olhada exclusiva na versão beta da nova DW. Sua opinião nos ajudará a torná-la ainda melhor.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages
Publicidade

Estados Unidos

Senado dos EUA aprova pacote de estímulo de US$ 1,9 trilhão

Plano inclui pagamentos de US$ 1,4 mil a milhões de cidadãos. Meta é ajudar indivíduos, governos locais e empresas afetados pela pandemia. Texto tem mudanças em relação à proposta aprovada pela Câmara.

Capitólio dos EUA, sede do Senado e da Câmara dos Representantes

Capitólio dos EUA, sede do Senado e da Câmara dos Representantes

O Senado dos Estados Unidos aprovou neste sábado (06/03) um pacote de estímulo de 1,9 trilhão de dólares para relançar a economia americana, naquela que é a primeira vitória legislativa do presidente Joe Biden. O plano traz mudanças em relação ao texto aprovado na semana passada pela Câmara, tendo que, por isso, voltar à Casa antes de ser sancionado por Biden.

O pacote financeiro, o terceiro aprovado nos EUA desde o início da pandemia de covid-19, há um ano, inclui novos pagamentos diretos de 1,4 mil dólares (cerca de R$ 7,9 mil) aos contribuintes com rendimentos inferiores a 80 mil dólares por ano (R$ 455 mil), mais fundos para os governos locais e estatais, compra de vacinas e reabertura de escolas.

Primeiro projeto

Esse é o primeiro projeto impulsionado pelo governo Biden. Chamado de "Plano de resgate americano", o pacote de ajuda inclui 415 bilhões de dólares para impulsionar a resposta ao coronavírus e a vacinação contra a covid-19, cerca de 1 trilhão de dólares em alívio direto às famílias, e cerca de 440 bilhões de dólares para pequenas empresas e comunidades particularmente atingidas pela pandemia.

O plano foi aprovado após horas de debate, negociações frenéticas e uma maratona de votos, apenas pelos senadores democratas, por 50 votos contra 49.

O projeto de lei será enviado ao Congresso na próxima semana, onde se espera que a maioria democrata o aprove rapidamente para que o presidente Biden o possa assinar até 14 de março, antes da prevista suspensão dos atuais auxílios para desempregados.

A principal mudança em relação à proposta original foi a derrubada da proposta de aumento do salário mínimo para 15 dólares a hora.

"Dizemos ao povo americano, a ajuda está a caminho", afirmou o líder da maioria do Senado, Chuck Schumer, manifestando o desejo de que o país retome a normalidade.

O pacote financeiro, com despesas totais previstas equivalentes a quase um décimo do tamanho de toda a economia dos Estados Unidos, é a prioridade do presidente Joe Biden.

Momento crucial

A votação representou um momento político crucial para Biden e para o Partido Democrata, que precisa de unanimidade partidária num Senado dividido em 50 a 50, que lidera devido ao voto de desempate da vice-presidente Kamala Harris. No Congresso, os democratas têm uma margem estreita de 10 votos.

O projeto de lei prevê pagamentos diretos de até 1,4 mil dólares para a maioria dos americanos, pagamentos adicionais para desempregados e investimentos volumosos para a compra de vacinas e testes para covid-19, financiamento aos orçamentos dos estados e cidades, escolas e indústrias em dificuldades, além de benefícios fiscais para ajudar as pessoas com menores rendimentos, famílias com crianças e consumidores para adquirir seguros de saúde.

O pacote enfrentou sólida oposição do Partido Republicano, que o considera um desperdício de dinheiro. "O Senado nunca gastou 2 trilhões de dólares de uma forma mais aleatória", disse o líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell. "A sua prioridade máxima não é o alívio de uma pandemia, é a lista democrata de desejos de Washington", acrescentou.

O pacote de estímulo econômico é aprovado pelo Senado em meio a sinais de uma potencial reviravolta na progressão da pandemia.

O fornecimento de vacinas está crescendo, as mortes e o número de casos diminuíram, mas continuam elevados. A taxa de emprego cresceu no mês passado, embora a economia continue com 10 milhões de empregos a menos em comparação com os níveis pré-pandemia.

md (lusa, DPA, Reuters)