Senado arquiva em definitivo pedido de cassação de Aécio | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 06.07.2017
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Brasil

Senado arquiva em definitivo pedido de cassação de Aécio

Conselho de Ética rejeita recurso da oposição e mantém decisão tomada por seu presidente de encerrar processo contra o senador mineiro. Aécio retomou mandato depois de 45 dias afastado.

Aécio Neves no Senado

Aécio Neves teve recentemente seu mandato restituído pelo STF

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado rejeitou nesta quinta-feira (06/07), por 11 votos a 4, o recurso contra o arquivamento do pedido de cassação do mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG). A decisão é definitiva.

Em 23 de junho, o presidente do Conselho de Ética, senador João Alberto (PMDB-MA), já havia decidido pelo arquivamento, mas parlamentares da oposição liderados pela Rede entraram com recurso contra a decisão e reiteraram o pedido de verificação de quebra de decoro parlamentar. No entanto, eles não conseguiram garantir a maioria dos votos.

O líder da Rede, senador Randolfe Rodrigues (AP), afirmou que o resultado contraria as decisões tomadas nos últimos anos pelo conselho, que já decidiu pela cassação do ex-senador Delcídio do Amaral, em 2016.

"Eu acho que hoje o instituto da ética e do decoro parlamentar presente no regimento do Senado pode ser sepultado. A partir de hoje, não faz mais sentido ter Conselho de Ética", afirmou Randolfe. Segundo ele, o caso de Aécio era mais grave do que o de Delcídio.

João Alberto negou que tenha sofrido pressão para interromper a tramitação do processo. "A maioria achou que realmente o presidente do Conselho de Ética tinha toda razão quando determinou o arquivamento do processo contra o senador Aécio Neves por falta de provas nos autos. O que eu li e ouvi me conscientiza de que não existe absolutamente nada para condená-lo", declarou.

Aécio retomou seu mandato nesta terça-feira, depois de passar 45 dias afastado do Senado por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. O afastamento foi motivado pelas denúncias de envolvimento do senador com o empresário da JBS Joesley Batista, investigado pela Operação Lava Jato. Na sexta-feira passada, o ministro Marco Aurélio Mello determinou o fim da suspensão e a restituição do mandato ao senador.

AS/abr/efe

Leia mais