Sasha Waltz: do gesto à dança narrativa | Especiais e séries de reportagens da Deutsche Welle Brasil | DW | 21.10.2005
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Especial

Sasha Waltz: do gesto à dança narrativa

De volta às origens

Um grupo de 40 atores e bailarinos se propôs a renunciar durante pelo menos dois anos a contratos no cinema, televisão ou rádio, dedicando-se exclusivamente à busca de uma nova concepção do que é teatro e trabalhando, para isso, ao lado de diretores, coreógrafos, cenógrafos e músicos. O elenco discute todas as propostas de obras, tendo direito de rejeitar uma proposta.

Por essas e por outras, o Schaubühne se define como um laboratório em constante diálogo com outras áreas como arquitetura, artes plásticas, música, literatura e cinema, criando, assim, uma nova linguagem teatral. A postura de colocar no mesmo patamar teatro e dança também é única no cenário artístico alemão.

“Em nossa sociedade atual, tão complexa, se torna muitas vezes impossível expressar-se somente através da palavra. A dança conta uma história através do corpo, conseguindo assim tornar universos visíveis que vão muito além de nossa percepção racional”, explica Sasha Waltz.

Trilogia do corpo

Körper an der Berliner Schaubühne (Archivfoto)

'Corpo', de Sasha Waltz

Este espaço de criação único e ideal permitiu à coreógrafa desenvolver uma trilogia sobre o ser humano e o corpo. Em janeiro de 2000, o Schaubühne abria suas portas sob a nova direção artística, apresentando a primeira parte de uma trilogia coreografada por Waltz e intitulada Körper (Corpo). O sucesso de crítica e público foi enorme.

A peça marcou uma mudança na trajetória da coreógrafa, tendo sido o resultado de um trabalho coletivo, sobre o qual a arquitetura do Schaubühne também exerceu fortes influências. Ao lado de seus 13 bailarinos, Sasha Waltz nos mostra o exterior e o interior do corpo humano, sua beleza e sua crueldade, a iminência da morte e o sonho da perfeição.

A segunda parte da trilogia, intitulada S, celebra uma sensualidade inocente, quase perfeita. A coreógrafa dedicou a peça à origem da vida, a Eros e à sexualidade. Também S foi um grande sucesso de público, além de ter sido bem recebido pela crítica.

O ciclo coreográfico de Sasha Waltz se encerrou com noBody – que trata do “metafísico, da alma, do espírito, do imaterial, do intangível na existência humana e da morte", nas palavras da própria coreógrafa. noBody foi uma co-produção com o Festival de Teatro de Avignon, na França, cuja estréia mundial aconteceu em julho de 2002. A arquitetura única e histórica do “pátio de honra” em Avignon exerceu grande influência sobre o desenvolvimento do trabalho, que foi considerado o melhor de Sasha Waltz até então.

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