Saiba por que poucos estados podem decidir a eleição nos EUA | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 04.11.2008
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Mundo

Saiba por que poucos estados podem decidir a eleição nos EUA

Uma participação recorde de 130 milhões de eleitores é esperada para as eleições deste ano nos EUA. Na prática, o número de eleitores que escolherá o novo presidente entre Barack Obama e John McCain será bem menor.

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John McCain em campanha na Florida, um dos estados-chave na eleição

Para chegar à presidência dos Estados Unidos não é obrigatório obter a maioria dos votos do país. Um exemplo recente é a eleição de 2000, quando o democrata Al Gore obteve 540 mil votos a mais que o republicano George W. Bush e ainda assim perdeu a eleição.

Decisivo para ser presidente é obter a maioria dos 538 votos no Colégio Eleitoral – ou seja, no mínimo 270 votos. Em 2000, Bush obteve 271 votos no Colégio Eleitoral.

O Colégio é formado por representantes dos 50 estados americanos e do distrito de Columbia. Cada um tem um determinado número de delegados no Colégio. Esse número varia de acordo com a população do estado. A Califórnia, o estado mais populoso, tem 55 delegados. A Flórida tem 27 e a Carolina do Norte, apenas 3.

Os estados que decidem

Normalmente, todos os votos de um estado no colégio eleitoral vão para o candidato que venceu no estado, mesmo que a vitória tenha sido apertada. Ou seja, mesmo que um candidato tenha obtido muitos votos num estado, na prática eles acabam desconsiderados se o candidato não for o vencedor no estado.

As exceções a essa regra são dois estados com poucos votos no Colégio Eleitoral: Maine e Nebraska (quatro e cinco delegados, respectivamente).

Como a maioria dos estados opta tradicionalmente por republicanos ou democratas, o resultado nesses locais já é previsível muito antes da eleição. Com isso, alguns poucos estados, onde a vantagem de um ou de outro partido não é previsível, acabam decidindo a eleição. São os chamados swing states .

É nesses estados, considerados "chave" para a vitória, que as atenções dos candidatos costumam se concentrar nos últimos dias das campanhas eleitorais. Não foi diferente desta vez, com o democrata Barack Obama e o republicano John McCain.

Treze estados – de New Hampshire ao Novo México – são considerados "chave" neste ano. Mas as atenções se concentram nos três mais populosos, que logicamente têm um número maior de votos no Colégio Eleitoral: Flórida, Ohio e Pensilvânia. Desde 1960, nenhum presidente venceu as eleições sem vencer em ao menos dois destes estados.

Flórida, Ohio e Pensilvânia

E por que a eleição nestes três estados costuma ser apertada? Porque, ao lado dos tradicionais eleitores dos democratas ou dos republicanos, há um número grande de eleitores independentes, que tendem a variar de um partido para o outro de acordo com a ocasião.

No urbanizado leste da Pensilvânia, por exemplo, os eleitores tendem a votar nos democratas. Já a região central, dominada por propriedades rurais, prefere os republicanos. Com isso, a eleição no estado pode ser decidida pelos eleitores do oeste carbonífero. Em 2000 e 2004, a vitória dos democratas foi apertada na Pensilvânia.

A situação é semelhante em Ohio, um estado dividido entre a agricultura e a indústria e no qual milhares de postos de trabalho foram extintos nos últimos anos. O fiel da balança costuma ser a região central. Ohio é muito importante para McCain, pois nenhum republicano ganhou uma eleição sem vencer no estado.

A Flórida é outro estado em que a vitória é obrigatória para as pretensões de McCain. Mas o estado, com uma grande população de origem hispânica, outros tantos recém-chegados do norte do país e muitos soldados (tanto da reserva como da ativa), costuma reservar surpresas. Bush só chegou à presidência em 2000 após uma histórica maratona de contagem de votos e uma decisão a seu favor da Suprema Corte dos Estados Unidos.

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