Saída da UE ameaça economia britânica, diz Cameron | Notícias internacionais e análises | DW | 22.02.2016
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Mundo

Saída da UE ameaça economia britânica, diz Cameron

Em discurso ao Parlamento, primeiro-ministro defende permanência do Reino Unido no bloco europeu após acordo sobre reformas alcançado em Bruxelas. Referendo está marcado para 23 de junho.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou nesta segunda-feira (22/02) que uma possível saída do Reino Unido da União Europeia (UE) representaria uma ameaça à economia e à segurança nacional.

Em discurso ao Parlamento britânico, o premiê ressaltou que o país ganhará um "status especial" no bloco com o acordo alcançado na última semana com os demais países-membros, em Bruxelas.

"Nosso status especial significa que podemos obter o melhor dos dois mundos", afirmou Cameron ao explicar que o país ficaria isento de uma "união cada vez próxima" com os outros países.

A série de reformas negociadas em Bruxelas com objetivo de manter o Reino Unido na UE inclui a controversa restrição no pagamento de benefícios a cidadãos oriundos de outros países europeus, numa tentativa de limitar o número de pessoas que buscam emprego no país. Um referendo sobre a permanência do país no bloco europeu será realizado no dia 23 de junho.

Cameron, no entanto, encontra resistência das principais figuras da sua legenda, o Partido Conservador. O prefeito de Londres, Boris Johnson, disse no domingo que é favorável ao chamado "Brexit" – termo que reúne as palavras Britain e exit (Reino Unido e saída).

Em resposta a Johnson, Cameron disse que não haverá um segundo referendo e que, se o resultado for a favor do "Brexit", o Reino Unido deixará a UE após dois anos.

Mercado reage

O mercado financeiro reagiu de forma negativa à ameaça de saída do Reino Unido da UE. A libra esterlina chegou nesta segunda ao nível mais baixo em relação ao dólar desde março de 2009, e também perdeu valor na comparação com o euro.

Analistas financeiros dizem que os acordos alcançados pelo primeiro-ministro ajudam a aliviar as incertezas em torno do "Brexit", mas o resultado do referendo ainda é incerto.

"O resultado do referendo permanece aberto. Na nossa visão, uma decisão de deixar a UE seria um crédito negativo para a economia britânica", afirmou Kathrin Muehlbronner, da agência de avaliação de riscos Moody's.

KG/afp/ap

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