Sánchez fecha acordo para novo governo ″progressista″ na Espanha | Notícias internacionais e análises | DW | 12.11.2019
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Europa

Sánchez fecha acordo para novo governo "progressista" na Espanha

Dois dias após eleição, premiê celebra pacto entre socialistas e coligação de esquerda Unidas Podemos para tentar acabar com quatro anos de impasse político. Mas aliança depende de outros partidos para governar.

Pedro Sánchez e Pablo Iglesias sorriem apertando as mãos

Sánchez e Iglesias deixam discordâncias de lado: "Vai ser um governo profundamente progressista"

Dois dias após as eleições parlamentares na Espanha, o presidente do governo (primeiro-ministro) em exercício, Pedro Sánchez, comemorou nesta terça-feira (12/11) o fechamento de um pré-acordo entre o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), do qual é líder, e a coligação de esquerda Unidas Podemos (UP). O pacto pode acabar com o impasse político que já dura quatro anos.

"O país precisa de um governo que comece a caminhar o quanto antes", afirmou Sánchez, pouco depois da divulgação do acordo, que o chefe de governo considerou "estável" para sustentar um mandato.

O líder socialista garantiu que o acordo permitirá superar o bloqueio político dos últimos três pleitos, em que os mesmos partidos não foram capazes de formar um governo de coalizão.

Na Espanha, é preciso maioria no Congresso dos Deputados para a formação de um governo. Ao todo, são 350 cadeiras, e o PSOE conseguiu 120, enquanto a UP ficou em quarto lugar, com 35. Ambos somariam, portanto, 155 legisladores, ficando ainda longe da maioria absoluta de 176 deputados e fazendo com que dependam do apoio de outros partidos.

Para ser eleito, o novo primeiro-ministro necessita, numa primeira rodada de votação no Congresso, do apoio de metade dos deputados, 175 e, num segundo turno, apenas da maioria simples.

A rapidez com que o pacto foi firmado pode ser explicada pelo avanço do partido de extrema direita Vox, que terminou na terceira posição nas eleições de domingo e mais que dobrou seu número de assentos em relação ao último pleito, de abril, passando de 24 para 52.

O crescimento da legenda deu novo ímpeto para a aproximação entre PSOE e UP. A nova eleição foi convocada exatamente devido ao fracasso em se obter um acordo entre os dois partidos.

Segundo o acordo, Sánchez segue como chefe de governo, enquanto Pablo Iglesias, líder da Podemos, deve ser indicado como vice. "Vai ser um governo profundamente progressista. A única coisa que não caberá será o ódio e o confronto entre os espanhóis", garantiu Sánchez.

"É hora de deixar as discordâncias e trabalhar lado a lado. O projeto supera qualquer desencontro", completou Iglesias.

Os dois líderes afirmaram que agora vão tentar obter o apoio de outros partidos no Parlamento, necessário para a obtenção de uma maioria parlamentar que garanta a posse do futuro executivo.

O pré-acordo de coalizão assinado por Sánchez e Iglesias tem dez linhas básicas, que incluem pontos como criação de empregos, proteção ao sistema de saúde, educação e pensões, garantia ao direito de moradia, luta contra a mudança climática, equiparação da mulher e ampliação dos direitos sociais. O pacto ainda fala sobre "garantir a convivência" na Catalunha.

Na eleição do último domingo, o PSOE obteve 28% dos votos (120 deputados), seguido pelo PP com 20,8% (88), o Vox com 15,1% (52), o Unidas Podemos, com 12,8% (35) e o Cidadãos, com 6,8% (10).

MD/efe/dpa/lusa

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