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Rodrigo Duterte é eleito presidente das Filipinas

10 de maio de 2016

Prefeito da cidade de Davao vence eleições presidenciais com larga vantagem. Político controverso, Duterte prometeu assassinar criminosos e chegou a ser comparado com o pré-candidato americano Donald Trump.

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Rodrigo Duterte, eleito presidente das Filipinas
Foto: Imago/Kyodo News

O candidato populista Rodrigo Duterte foi eleito presidente das Filipinas nesta segunda-feira (09/05), com larga vantagem sobre seus adversários. Com 90% dos votos apurados, o controverso prefeito da cidade de Davao já contabilizava mais de 14,4 milhões de votos, quase o dobro de que os outros candidatos – Mar Roxas tinha 8,6 milhões, e Grace Poe, 8,1 milhões.

"É com extrema humildade que aceito o mandato que o povo me deu", disse Duterte à imprensa local, após a divulgação dos resultados. "Darei o melhor de mim não só durante as horas de cada dia, mas também enquanto eu durmo."

Segundo a apuração parcial, o candidato já acumulava 40% do total de votos – o sistema eleitoral filipino estabelece que o candidato mais votado, ainda que não por maioria absoluta, é eleito presidente.

O político de 71 anos – cujas ideias chegaram a ser comparadas às do pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos Donald Trump – instaurou como base de sua campanha eleitoral o combate ao crime, à corrupção e à pobreza, chegando a declarar que acabaria com a criminalidade do país matando seus responsáveis.

"Todos vocês que estão envolvidos com drogas: eu vou matar vocês. Não tenho paciência, não tenho meio termo. Ou vocês me matam ou eu mato vocês", declarou o prefeito durante um comício no último sábado. Segundo agências internacionais, centenas de jovens criminosos foram assassinados na cidade de Davao.

Ao debater sobre uma das questões centrais da política externa do país, Duterte afirmou que almeja negociar com a China as disputas territoriais no Mar da China Meridional. Se as conversas não tiverem resultado, ele prometeu navegar às ilhas artificiais chinesas e, lá, içar a bandeira filipina. Se morrer durante essa ação, pelo menos viraria um mártir, afirmou ele.

O atual presidente filipino, Noynoy Aquino, chegou a pedir aos eleitores para que não votassem em Duterte, advertindo que o político poderia levar o país de volta ao autoritarismo e ameaçar vários anos de sólido crescimento econômico – apelo esse que não se refletiu na votação.

Mais de 54 milhões de cidadãos filipinos foram às urnas nesta segunda-feira para eleger não só presidente e vice-presidente do país, mas também cerca de 300 legisladores e outros 18 mil funcionários do governo local.

EK/dpa/efe/lusa/rtr