Republicanos ampliam ofensiva na Justiça para reverter desvantagem | Cobertura especial sobre as eleições nos Estados Unidos | DW | 07.11.2020

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Eleições nos EUA

Republicanos ampliam ofensiva na Justiça para reverter desvantagem

Partido recorreu à Suprema Corte para barrar contagem de votos pelo correio na Pensilvânia. Pedido foi recusado. Trump adverte que Biden não deve se declarar vencedor porque as ações na Justiça "só estão começando".

Em desvantagem na contagem de votos e cada vez mais perto de perder o poder, o Partido Republicano e o presidente Donald Trump intensificaram nesta sexta-feira (06/11) seus esforços na Justiça para tentar reverter o avanço do democrata Joe Biden, que está perto de conquistar a Presidência, numa prévia do que arrisca ser um longo processo de judicialização do pleito.

Ao longo do dia, o Partido Republicano da Pensilvânia, entrou com uma ação na Suprema Corte para deter a contagem de votos no estado, considerado crucial na disputa. Biden aumentou significativamente sua vantagem na Pensilvânia nas últimas horas, após uma virada pela manhã. Na ação remetida ao Supremo, os republicanos pediram que a contagem de votos pelo correio que chegaram após o pleito de 3 de novembro fosse interrompida no estado e que esses sufrágios fossem segregados do restante. Pelas leis da Pensilvânia, são considerados válidos os votos que chegarem até sexta-feira.

O juiz Samuel Alito, da Suprema Corte, responsável pela região da Pensilvânia, atendeu ao pedido republicano em parte. Sem aceitar interromper a contagem, ele determinou que esses votos fossem contados de maneira segregada. Na prática, a decisão não muda nada: as autoridades eleitorais da Pensilvânia já estavam separando esses votos do total.

As autoridades estaduais também afirmam que não há o registro significativo de votos postais que chegaram após 3 de novembro em regiões populosas da Pensilvânia. Ainda assim, numa disputa que tem sido voto a voto, eles podem eventualmente fazer diferença.

Essa não foi a primeira vez que os republicanos lançaram uma ofensiva contra os votos pelo correio na Pensilvânia. Antes da eleição, eles já tinham tentado barrar a modalidade em ações apresentadas à Suprema Corte, mas não obtiveram sucesso. Após o pleito, conforme a situação de Trump foi ficando mais difícil, os republicanos ainda apresentaram pedidos no âmbito local para barrar as contagens em três estados, também sem sucesso.

No início da noite desta sexta-feira, Biden liderava na Pensilvânia com vantagem de 21 mil votos, com 96% das urnas apuradas. Mais cedo, Trump, advertiu  Biden, afirmando que o democrata "não deveria se declarar" vencedor das eleições presidenciais baseado nas projeções da imprensa americana, porque as ações judiciais movidas por sua campanha sobre o resultado "só estão começando".

O presidente americano fez esta declaração apesar de ele mesmo já ter declarado falsamente que havia ganhado a eleição na própria noite da votação.

O tuite de Trump foi escrito depois de serem revelados os planos de Biden de fazer um discurso em horário nobre para a nação em um dia em que ele conseguiu assumir a liderança da apuração nos estados da Pensilvânia e Geórgia.

JPS/ots

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