Recessão na UE será pior do que o previsto, diz Comissão Europeia | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 07.07.2020

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Economia

Recessão na UE será pior do que o previsto, diz Comissão Europeia

PIB deve sofrer retração de 8,7% na zona do euro e de 8,3% nos 27 países da União Europeia. Dados apontam para uma recuperação em 2021 caso não haja uma segunda onda de covid-19 no bloco.

Fila de desemporegados em Madrid. Recessão na UE terá efeitos mais devastadores do que o previsto, segundo a Comissão Europeia

Recessão na UE terá efeitos mais devastadores do que o previsto, segundo a Comissão Europeia

Os efeitos econômicos da pandemia de covid-19 na União Europeia (UE) serão mais devastadores o previsto, segundo a análise mais recente da Comissão Europeia divulgada nesta terça-feira (07/07).

O Produto Interno Bruto (PIB) nos 19 países da zona do euro deve sofrer uma retração de 8,7% em 2020, um número significativamente maior do que a previsão anterior de 7,7%, divulgada em maio. Na avaliação envolvendo todos os 27 Estados-membros da UE, a queda deverá ser de 8,3% este ano.

"A previsão para o verão [no hemisfério norte] demonstra, primeiramente, que o caminho para a recuperação ainda é pavimentado de incertezas", afirmou o comissário europeu para Economia, Paolo Gentiloni ao apresentar os dados em Bruxelas.

A atualização das previsões para 2020 gera novas preocupações com a saúde econômica do bloco, após meses de medidas de confinamento para conter a disseminação da covid-19 que impuseram o fechamento do comércio, restaurantes e hotéis, entre outros setores. Muitas dessas medidas já vêm sendo gradualmente removidas nos países da UE.

Segundo a Comissão Europeia, "dados iniciais de maio e junho sugerem que já passamos pelo pior". Entretanto, essas previsões se baseiam na presunção de que não haverá uma segunda onda da doença no continente, o que faz com que sejam cercadas de "grandes incertezas", como afirmou Gentiloni

Entretanto, a recuperação do impacto gerado pela pandemia em 2021 deverá ser "levemente menos robusta" do que aquela prevista em maio pelo bloco, segundo uma declaração da Comissão.

Mesmo com as políticas adotadas nos níveis nacional e europeu para aliviar o impacto na economia, o bloco deverá voltar a crescer apenas em 2021. A zona do euro poderá ter uma expansão de 6,1% no próximo ano, enquanto na UE como um todo a recuperação poderá ser de 5,8.

Bruxelas prevê uma recuperação generalizada no próximo ano de 6,1% para os 19 países da zona do euro. O crescimento previsto nos PIBs nacionais é de 7,6% na França, de 7,1% na Espanha, 6,1% na Itália, 6% em Portugal e 5,3% na Alemanha.

As medidas adotadas até o momento em nível nacional e europeu ajudaram a "amortecer o golpe" sobre os cidadãos, mas a condição da economia do bloco ainda registra um "aumento nas divergências, desigualdades e inseguranças", disse o comissário europeu em nota. Outro motivo de incertezas é a falta de um acordo entre a UE e o Reino Unido na questão do Brexit.

Segundo afirmou, os mais atingidos serão a França, Itália e Espanha. Na análise por países, a contração do PIB nessas três nações devem superar os dois dígitos, chegando, respectivamente, a 10,6%, 11,2% e 10,9%.

De acordo com a previsão, os efeitos deverão ser mais amenos na Alemanha, Holanda e Polônia. A economia alemã deve se retrair em 6,3%

Os 27 líderes da UE negociam um acordo sobre o multibilionário pacote de ajuda que visa mitigar os piores efeitos da recessão gerada pela pandemia. Até o momento, nada de concreto foi acertado. Gentiloni pediu que os países acelerem o consenso em torno do plano na próxima reunião dos líderes sobre a questão, marcada para a semana que vem.

RC/dpa/ots

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