Rebeldes líbios controlam parte de Trípoli | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 21.08.2011
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Rebeldes líbios controlam parte de Trípoli

Partes da capital líbia já estão em poder dos insurgentes. Segundo informações não confirmadas, Muammar Kadafi já teria fugido para a Argélia. O governo diz que milhares estão a postos para defender Trípoli.

default

Insurgentes avançam sobre reduto do regime de Kadafi

Desmentindo os rumores em contrário, o ditador líbio Muammar Kadafi anunciou que se encontra em Trípoli e que não a abandonará "até o fim". Diante das recentes derrotas militares, conclamou a população da capital a combater ao seu lado. "Agora está na hora de lutar pela política, pelo óleo, pelo país de vocês", instou, numa mensagem de áudio transmitida pela TV neste domingo (21/08).

Após as batalhas em diversas partes da cidade durante a madrugada, o clima no centro da capital, ainda controlado pelos apoiadores de Kadafi, era aparentemente calmo. Ao mesmo tempo, havia notícias de que o ditador teria fugido com a família, já estando próximo à fronteira com a Argélia. Lá, os Kadafi se encontrariam sob proteção da tribo Al Orban, prosseguiam os rumores.

Durante a noite, a televisão estatal líbia transmitiu um pronunciamento gravado do filho de Kadafi, Seif al-Islam, no qual ele assegurava mais uma vez que ele e seu pai não deixariam o país. Enquanto isso, segundo testemunhas, os bairros de Tajura e Souk al-Jumaa, na capital, foram ocupados pelos insurgentes. Um porta-voz dos rebeldes disse que mais de 120 insurgentes morreram na tomada de Tajura.

Moradores disseram não se tratar de tropas rebeldes que teriam invadido Trípoli, mas sim de insurgentes dentro da própria capital. A informação é consistente, pelo menos com declarações dadas pelo Conselho de Transição dos rebeldes nos últimos meses, de que haveria "células secretas" de apoio dentro de Trípoli.

Coordenação com a Otan

Libyen Bengasi Menschen feiern Nachricht Aufstand Tripolis

Em Bengazi, opositores celebram ataque a Trípoli

De acordo com informações dos rebeldes, o ataque a Trípoli foi coordenado com a Otan. Ao cair da noite, a aliança militar teria começado com os ataques aéreos. O porta-voz dos rebeldes, Fadhalla Harun, disse em Bengazi que a batalha marcava o início do ataque a Trípoli, a principal fortaleza de Kadafi. As armas teriam sido levadas para a capital já na noite de sexta-feira, disse Harun à agência de notícias AFP.

O porta-voz do governo Kadafi, Mussa Ibrahim, falou à televisão estatal de "pequenos confrontos" com grupos espalhados em diversos bairros da capital. O combate teria durado apenas meia hora. "Mas a situação já está novamente sob o controle do Exército", disse ele. Pouco mais tarde, foi transmitida pela TV uma mensagem de áudio onde Kadafi chamava os insurgentes de "traidores" e agradecia a seus apoiadores por terem repelido o ataque dos "ratos".

Em Bengazi, reduto dos rebeldes no oeste do país, o ataque à capital foi comemorado. Centenas de opositores de Kadafi reuniram-se durante a noite para festejar a "reta final" da batalha contra o ditador.

Rebeldes controlam cidade petrolífera

No sábado, os rebeldes já haviam ocupado a cidade costeira de Zawiyah e a cidade portuária de Brega, no leste do país. Ambas as cidades são estratégicas, especialmente por fazerem parte da infraestrutura petrolífera da Líbia.

Mais uma evidência do enfraquecimento das tropas leais a Kadafi é a fuga de Abdulsalam Yallud, antigo número dois do regime líbio. O ex-militar e político era um dos homens de confiança do chefe de Estado, e fazia parte de seu círculo de amizades, mesmo antes da Revolução de 1969. Yallud, que havia caído em desgraça em meados dos anos 1990, juntou-se à rebelião na sexta-feira e conseguiu fugir para a Itália. O ministro líbio do Petróleo, Omrane Bukraa, também teria fugido para a Itália.

As sanções internacionais contra a Líbia e as ações dos rebeldes na capital já apresentam efeito econômico. Os bancos estão ficando sem dinheiro, e combustíveis e outros bens já se tornaram escassos.

FF/dpa/rtr/afp/ap
Revisão: Augusto Valente

Leia mais