Reator de Chernobyl recebe nova cobertura | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 14.11.2016
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Mundo

Reator de Chernobyl recebe nova cobertura

Sistema hidráulico é usado para posicionar sarcófago de aço sobre reator da antiga usina, que explodiu há 30 anos. Estrutura deve impedir vazamento de material radioativo pelos próximos 100 anos.

Sarcófago começa a ser movido em direção ao reator

Sarcófago começa a ser movido em direção ao reator

Um arco gigante de aço, construído para impedir vazamento de material radioativo, começou a ser colocado nesta segunda-feira (14/11) sobre o reator de Chernobyl, na Ucrânia. A instalação da proteção, chamada de sarcófago, deve ser concluída no fim deste mês.

A estrutura de 275 metros de largura, 165 metros de comprimento e 108 metros de altura, que pesa mais de 36 mil toneladas, está sendo posicionada sobre o reator da antiga usina nuclear com ajuda de um sistema hidráulico.

O novo sarcófago foi construído a cerca de 330 metros do reator. De acordo com o Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento, o principal patrocinador do projeto, o arco custou 1,5 bilhão de euros.

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30 anos depois, reator de Chernobyl vai receber outra cobertura

"O início da colocação do arco sobre o reator 4 na usina nuclear de Chernobyl é o princípio do fim de uma luta de 30 anos com as consequências do desastre de 1986", disse o ministro do Ambiente ucraniano, Ostap Semerak.

O desastre

No dia 26 de abril de 1986, um teste malfeito na usina nuclear de Chernobyl desencadeou uma explosão que resultou num incêndio, numa série de explosões adicionais e num derretimento nuclear. As nuvens expelidas de material radioativo forçaram milhares de pessoas a abandonarem suas casas.

O desastre foi ocultado pelas autoridades do Kremlin durante semanas. Ao menos 30 pessoas morreram no local, mas o maior acidente causado pelo homem levou à morte a milhares de pessoas devido à radiação, que atingiu vastas áreas da zona ocidental da antiga União Soviética.

Na época, trabalhadores convocados em toda a ex-União Soviética para limpar e conter a disseminação de material radioativo construíram um bloco de cimento em volta do reator. Mas está estrutura corre o risco de ruir.

A nova construção metálica deve impedir o vazamento de material radioativo pelos próximos 100 anos. Mais de 200 toneladas de urânio seguem no interior do reator destruído. Segundo o banco europeu, o arco é um dos projetos mais ambiciosos da história da engenharia.

CN/lusa/afp/ap

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