Ranking da ″Economist″ vê Brasil como democracia imperfeita | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 09.01.2019
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Brasil

Ranking da "Economist" vê Brasil como democracia imperfeita

Eleição de Bolsonaro mostra que populismo não está morto na América Latina, escreve publicação britânica. Brasil é 50º entre 167 países em Índice de Democracia.

Brasileiros participam de protesto no Rio de Janeiro durante a campanha eleitoral

Brasileiros participam de protesto no Rio de Janeiro durante a campanha eleitoral de 2018

O Brasil continua sendo uma democracia imperfeita e ocupa a 50ª posição entre os 167 países incluídos no ranking de democracias divulgado nesta quarta-feira (09/01) pela consultoria Economist Intelligence Unit, que pertence ao grupo que edita a revista britânica The Economist.

A primeira posição no Índice de Democracia é ocupada pela Noruega, com pontuação de 9,87 (o máximo é 10). A última é da Coreia do Norte, com 1,08. A pontuação do Brasil é 6,97. Em 2017, era 6,86, e o país estava na posição 51.

De 2006 a 2014, o Brasil se manteve com pontuação acima de 7, com picos de 7,38 em 2006, 2008 e 2014. Entre 2010 e 2013, o país ficou com 7,12. Desde 2014, a pontuação do país está em queda, com leve alta na atual edição.

Na América Latina, o Brasil está na nona posição, atrás de Uruguai (1ª, com pontuação 8,38), Costa Rica (2ª, com 8,07), Chile (3ª, 7,97) e Argentina (5ª, 7,02), entre outros.

O Brasil e o México são os dois países latino-americanos destacados pela revista na sua análise. Segundo a publicação, as eleições de 2018 nesse dois países mostraram que o populismo não está morto na América Latina. Em ambos, eleitores desiludidos com a corrupção, a violência e os altos níveis de pobreza e desigualdade se voltaram para candidatos populistas, afirmou.

"Bolsonaro, que tomou posse em 1º de janeiro, moderou, ao menos por enquanto, seu linguajar desde a vitória eleitoral, talvez reconhecendo a dificuldade da tarefa de garantir apoio parlamentar para sua agenda", afirmou a revista.

"Porém, incertezas em relação às novas políticas persistem nos dois países, e não está claro como esses dois líderes poderão modificar a democracia nos seus respectivos países, e talvez em toda a região, ao longo dos próximos anos."

O ano de 2018 teve trocas de governo em oito países da região, e estas transcorreram de forma pacífica e sem incidentes, destacou a revista. Elevados níveis de engajamento se refletiram em elevados níveis de comparecimento às urnas, acrescentou.

Dos 167 países analisados, há um total de 20 democracias plenas, 55 democracias imperfeitas, 39 são classificados como "regimes híbridos" e 53, como regimes autoritários, ou ditaduras.

Na América Latina, apenas o Uruguai e a Costa Rica são considerados democracias plenas. Nicarágua, Venezuela e Cuba são regimes autoritários, segundo a classificação.

O foco do relatório deste ano está na participação política, uma vez que em 2018 esta foi a única das cinco categorias que compõem o índice a registrar melhora.

Segundo a análise, o crescimento da participação política é "uma tendência evidente" em quase todas as regiões do mundo, e apenas o Oriente Médio e o norte da África registraram declínio em 2018.

"Mas talvez o avanço mais notável na participação política, em 2018 e na década passada, esteja na participação das mulheres", sublinha o relatório.

"As barreiras formais e informais à participação política das mulheres, incluindo leis discriminatórias e os obstáculos socioeconômicos, estão gradualmente sendo derrubados", acrescenta.

AS/ots/lusa

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