Rússia libera líder opositor | Notícias internacionais e análises | DW | 28.01.2018
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Mundo

Rússia libera líder opositor

Excluído das eleições presidenciais deste ano, Alexei Navalny, principal voz de oposição a Putin, é detido durante protesto em Moscou e logo liberado sem acusação.

Alexei Navalny é detido em Moscou

Alexei Navalny é detido em Moscou

O líder opositor Alexei Navalny foi detido neste domingo (28/01) no centro de Moscou durante um protesto que pede um boicote às eleições presidenciais do próximo dia 18 de março.

Os advogados de Navalny informaram durante a noite à agência de notícias Reuters que ele já foi liberado e sem acusação. Mas ele terá que se apresentar perante um tribunal, ressaltou a advogada Olga Mikhailova. Se ele for acusado de violar a lei sobre a realização de manifestações, poderá enfrentar até 30 dias de prisão.

Esta foi a quarta vez em menos de um ano que Navalny, principal voz de oposição ao presidente Vladimir Putin, foi detido.

Leia também: Reeleição de Putin em 2018 é certa

Ele havia convocado as manifestações depois de ser proibido de disputar as eleições presidenciais, com o argumento de que tem antecedentes criminais. O opositor se diz vítima de perseguição política.

Vídeos circularam nas redes sociais com imagens de Navalny aparecendo na principal via de Moscou, a poucas centenas de metros do Kremlin, para se juntar ao protesto, considerado ilegal pela polícia.

Nas imagens, via-se Navalny andando apenas poucos metros até ser cercado por policiais, que o derrubaram no chão, arrastando-o depois para dentro de um carro da polícia.

"Me prenderam, mas não tem importância. Fui à (rua) Tverskaya. Não fiz isso por mim, mas por vocês e por nosso futuro", escreveu Navalny no Twitter.

Navalny está barrado de participar da eleição, na qual, segundo todas as pesquisas, Putin deve ser reeleito com facilidade. A campanha de boicote do opositor busca reduzir a participação eleitoral ao máximo, para tentar manchar a vitória do presidente.

O Kremlin diz que as eleições serão justas e que Navalny e seus seguidores, sem apoio suficiente dos eleitores para vencer, tentam causar distúrbios.

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