Quase metade das brasileiras já sofreu assédio sexual | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 23.12.2017
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Brasil

Quase metade das brasileiras já sofreu assédio sexual

Pesquisa da Datafolha com mulheres a partir de 16 anos registra que as principais vítimas de conduta sexual inapropriada são as mais jovens, de nível educacional mais alto ou não brancas.

Negras os pardas são alvos mais frequentes de avanços sexuais indesejados

Negras os pardas são alvos mais frequentes de avanços sexuais indesejados

Pelo menos quatro entre cada dez brasileiras já foram vítimas de assédio sexual, segundo pesquisa divulgada neste sábado (23/12). De 1.427 entrevistadas pelo Instituto Datafolha, 42% afirmaram ter sido molestadas em algum momento. O problema afeta mais as mulheres de nível educacional mais alto.

Um terço das participantes da sondagem sofreu o assédio ao caminhar pela rua, outras foram molestadas nos transportes públicos (22%), no trabalho (15%), na escola ou universidade (10%), ou em casa (6%). A frequência da agressão sobe para 56% entre as jovens de 16 a 24 anos.

A percentagem de mulheres assediadas na rua é maior entre as que têm formação superior (44%) do que entre as que dispõem apenas de ensino básico (13%). Além disso, foram assediadas cerca de 45% das entrevistadas que se consideram negras ou pardas, contra 40% das brancas.

Para a pesquisa, que tem uma margem de erro de dois pontos, foram entrevistadas 1.427 brasileiras acima 16 anos ou mais, entre 29 e 30 de novembro.

Feministas exigem fim da impunidade

Nos últimos meses, várias mulheres denunciaram agressões sexuais em ônibus municipais de São Paulo, em que homens que ejacularam sobre elas. Diversos agressores foram libertados dias depois do ataque. O assunto gerou forte comoção no país e suscitou manifestações de setores feministas, que exigiram o fim da impunidade para atos obscenos.

Segundo um estudo publicado pela rede Globo, com dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, entre janeiro e julho de 2017, 457 mulheres foram violadas em locais públicos da capital paulista.

No Brasil, a legislação considera violação qualquer conduta com uso de ameaça ou violência que atente contra a dignidade e a liberdade sexual da vítima. Não é necessário que haja penetração para que seja constatado delito.

AV/lusa,ots

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