Putin promete crédito de US$ 1,5 bilhão a Belarus | Notícias internacionais e análises | DW | 14.09.2020

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Belarus

Putin promete crédito de US$ 1,5 bilhão a Belarus

Num momento em que seu homólogo bielorusso enfrenta os maiores protestos em 26 anos, presidente russo defende que crise seja resolvida sem interferência externa. ONU quer investigar denúncias de torturas em Belarus.

Presidentes Alexander Lukashenko e Vladimir Putin apertam as mãos

Visita de Lukashenko (esq.) a Sochi para encontrar Putin foi sua primeira viagem ao exterior desde eleições polêmicas

O presidente russo, Vladimir Putin, prometeu a Belarus uma linha de crédito equivalente a 1,5 bilhão de dólares, durante encontro nesta segunda-feira (14/09) com seu homólogo bielorrusso, Alexander Lukashenko, na cidade de Sochi.

Ao fazer o anúncio, o chefe do Kremlin referiu-se ao "momento complicado" do país vizinho. Lukashenko, que enfrenta atualmente os maiores protestos de massa em 26 anos de presidência, agradeceu profusamente o apoio. Essa foi sua primeira viagem ao exterior desde a controvertida eleição de 9 de agosto, classificada pela União Europeia como "nem livre, nem justa".

Putin defendeu que a crise em Belarus seja resolvida sem interferência externa, comentando, ao mesmo tempo, que as forças militares russas estacionadas no país vizinho em breve começarão a realizar exercícios planejados.

Quando Lukashenko confirmou sua intenção de reformar novamente a Constituição de Belarus, o líder russo expressou confiança de que ele terá sucesso na iniciativa, posicionando melhor o país para colaborar com a Rússia, apesar dos atuais desafios a seu governo.

"Estou certo de que, levando em consideração sua experiência no trabalho político, o trabalho nessa área será organizado no nível mais alto, o que possibilitará alcançar novas fronteiras de progresso", comentou Putin. O líder bielorrusso já emendou antes a Constituição nacional para ampliar os próprios poderes.

Em comunicado antecedendo o encontro, o Kremlin declarou constar na agenda a maior integração entre as duas nações através de uma aliança de "Estado de união". Alguns meses atrás, Lukashenko acusara Moscou de tentar absorver Belarus, ao impor pressão econômica paralisadora sobre o país em dificuldades.

Grande parte da população se recusa a aceitar o resultado da eleição em que mais de 80% dos votos couberam a Lukashenko. Neste domingo, cerca de 150 mil se reuniram na capital Minsk para exigir a renúncia do presidente. Segundo Ministério do Interior nacional, mais de 700 cidadãos foram detidos.

Os protestos em Belarus já se prolongam por cinco semanas, com um saldo total de pelo menos 7 mil prisões. A Organização das Nações Unidas já recebeu cerca de 450 denúncias de torturas e abuso. O Conselho de Direitos Humanos da ONU vai discutir nesta sexta-feira as possíveis violações no país.

Segundo a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, todas as alegações de tortura contra forças de segurança bielorrussas serão documentadas e investigadas, "com vista a levar os perpetradores à Justiça".

O embaixador de Belarus na ONU, Yury Ambrazevich, denunciou a iniciativa como "uma forma de intervenção direta nas questões internas de um Estado soberano" pelos países da UE.

A decisão de levar a questão ao grêmio foi aprovada por 25 nações, a maioria ocidental. A Venezuela e as Filipinas votaram contra, enquanto 20 países em desenvolvimento e emergentes se abstiveram.

AV/afp,dpa

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