Putin confirma redução de diplomatas dos EUA | Notícias internacionais e análises | DW | 30.07.2017
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Mundo

Putin confirma redução de diplomatas dos EUA

Em entrevista, presidente russo afirma que 755 funcionários do corpo diplomático americano têm até setembro para deixar a Rússia. Medida é resposta às novas sanções impostas por Washington.

Putin diz ainda ter grande espectro de possibilidades para responder ao último pacote de sanções

Putin diz ainda ter grande espectro de possibilidades para responder ao último pacote de sanções

Em resposta às novas sanções contra Moscou aprovadas pelo Congresso americano, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou neste domingo (30/07) que 755 funcionários da embaixada e dos consulados dos Estados Unidos na Rússia deverão encerrar suas atividades no dia 1º de setembro.

"Mais de mil funcionários, entre diplomatas e pessoal técnico, trabalhavam e ainda trabalham na Rússia [para a embaixada dos EUA]. Agora 755 deverão encerrar suas atividades", disse Putin em entrevista à emissora estatal russa Rossia.

Moscou exigiu na última sexta-feira que Washington reduzisse sua representação para 445 funcionários, mesmo número de trabalhadores nas embaixadas da Rússia nos EUA. O Ministério russo do Exterior anunciou ainda que a embaixada americana não poderá utilizar alguns armazéns na capital e nem a mansão que dispõe em Serebrianyi Bor, uma área nobre nos arredores de Moscou.

Na entrevista, Putin disse que a Rússia tem um grande espectro de possibilidades para responder ao último pacote de sanções aprovadas pelo Congresso americano. "Temos muito a dizer e fazer em muitos âmbitos de cooperação bilateral [com medidas] que prejudicariam os EUA. Mas não acredito que devamos fazê-lo. Atualmente, sou contra", alertou, acrescentando, porém, que pode vir a adotar essas medidas.

"A parte americana, sem razão alguma, deu um passo para piorar as relações", afirmou o presidente ao comentar a situação entre os dois países, cujas relações foram estremecidas durante o governo do ex-presidente Barack Obama.

As novas sanções impostas pelo governo americano são uma resposta à suposta interferência de Moscou na eleição de 2016, bem como à anexação da Crimeia pelo país em 2014. Aprovado com apoio de republicanos e democratas, o pacote também inclui sanções à Coreia do Norte e ao Irã.

Apesar de manifestar oposição à medida, o presidente americano, Donald Trump, assinará o novo pacote de sanções contra a Rússia, que entre outras medidas, ameaça castigar as empresas de países terceiros que invistam na construção ou manutenção das infraestruturas russas para o transporte de hidrocarbonetos. 

Caso aplicada, essa medida prejudicaria várias empresas da União Europeia, que atuam, inclusivamente com capital acionista, em gasodutos que unem a Rússia com os países europeus. 

CN/efe/lusa/ap/rtr

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