Produção global de vinho deve ter queda recorde em 2017 | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 24.10.2017
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Economia

Produção global de vinho deve ter queda recorde em 2017

Estimativa indica que produção deve cair ao menor nível já registrado desde 1961. Fenômenos climáticos extremos na Europa, que afetaram colheita na Itália, França e Espanha, são os principais fatores para esse resultado.

Na Europa, colheita da uva será a menor dos últimos 36 anos

Na Europa, colheita da uva será a menor dos últimos 36 anos

A produção global de vinho deve atingir o menor nível já registrado desde 1961, anunciou nesta terça-feira (24/10) a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). As condições meteorológicas na Europa, a maior região produtora da bebida no mundo, são apontadas como um dos fatores para a queda.

A OIV estima que a produção neste ano deve ficar em 246,7 milhões de hectolitros, o que representa uma queda de 8,2% em relação a 2016. Um hectolitro é equivalente a 100 litros.

O declínio foi puxado pela colheita da uva ruim nos três principais países produtores do mundo: Itália, França e Espanha. A Comissão Europeia estima que a safra da fruta em 2017 deverá ser a menor dos últimos 36 anos.

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Na Europa, diversos fenômenos extremos, como geadas e secas, afetaram os três grandes produtores, e em especial a Itália, que se mantém como líder mundial mesmo com uma queda de 23% na produção em relação a 2016, para 39,3 milhões de hectolitros. Em 2013, a produção italiana chegou a 54 milhões de hectolitros.

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Vinho envelhecido debaixo d'água

Na França, o clima afetou as principais regiões produtoras, incluindo Bordeaux e Champagne. O país produziu este ano 36,7 milhões de hectolitros, apesar de uma queda de 19%. Na Espanha, a queda registrada foi de 15%, com uma produção de 33,5 milhões de hectolitros.

As más condições climáticas também tiveram um impacto negativo em outros países europeus, como Alemanha e Grécia, que tiveram uma queda de 10% na produção em relação ao ano anterior. Apesar dos números negativos, um aumento foi registrado em Portugal (10%), na Romênia (64%), na Hungria (3%) e na Áustria (23%).

Os Estados Unidos – quarto maior produtor mundial – registraram uma queda de 1% na produção,para 23,3 milhões de hectolitros. A OIV especificou que essa diminuição pode ser maior, pois as estimativas do departamento de Agricultura do país são de agosto, ou seja, ainda não incorporavam os danos causados pelos incêndios que afetaram amplas regiões vinícolas da Califórnia.

Na América do Sul, a Argentina se destaca com um aumento de 25% em relação a 2016, e a produção pode chegar até 11,8 milhões de hectolitros. Já o Chile registrou uma queda de 6%, para 9,5 milhões de hectolitros. A produção do Brasil disparou e obteve um aumento de 169%, podendo alcançar até 3,4 milhões de hectolitros, após o desastroso ano de 2016, quando produziu 1,3 milhão de hectolitros.

Na Austrália, o volume subiu 6%, até 13,9 milhões de hectolitros (terceiro aumento consecutivo), enquanto a Nova Zelândia registrou baixa de 9%, para 2,9 milhões, após alcançar um nível recorde no ano anterior. Na África do Sul, a alta foi de 2%, para 10,8 milhões.

O impacto dessa redução no mercado global, que pode causar um aumento dos preços, dependerá dos estoques dos anos anteriores e da qualidade do vinho produzido. A OIV estima que entre 240,5 e 245,8 milhões de hectolitros de vinho serão consumidos em 2017, o que mostra uma estabilidade no consumo em relação aos 242 milhões de 2016.

CN/efe/rtr/afp/dpa

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