Principais notícias sobre a pandemia de coronavírus (28/05) | Notícias internacionais e análises | DW | 29.05.2020
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Coronavírus

Principais notícias sobre a pandemia de coronavírus (28/05)

Brasil tem 1.156 mortes e mais de 26 mil casos de covid-19 em 24 horas. São Paulo tem recorde na contagem diária de novos casos. Europa ultrapassa 175 mil mortos.

Resumo desta quinta-feira (28/05):

  • Mundo tem mais de 5,8 milhões de casos e mais de 358 mil mortes
  • Brasil tem 438.238 casos e 26.417 mortes, segundo Ministério da Saúde
  • ONU pede alívio da dívida de países em desenvolvimento ou de renda média
  • Coreia do Sul volta a impor restrições após aumento no número de casos
  • Desigualdade eleva letalidade da covid-19 em favelas, revela estudo
  • Europa ultrapassa 175 mil mortos
  • São Paulo tem recorde de novos casos de covid-19 

Transmissão encerrada. As atualizações estão no horário de Brasília:

21:47 - Brasil tem 1.156 mortes e mais de 26 mil casos de covid-19 em 24 horas

Ministério da Saúde informou que o país acumula 26.754 mortes em razão do novo coronavírus, após o registro de 1.156 novos óbitos nas últimas 24 horas. 

Este foi o terceiro dia consecutivo em que foram registradas mais de mil mortes em todo o território nacional. Segundo o Ministério, há outras 4,2 mil mortes sendo investigadas para averiguar se teriam ocorrido em razão do novo coronavírus.

Em um dia, o país teve dia 26.417 novos casos confirmados da doença, um novo recorde nacional, elevando o total para 438.238.

O estado de São Paulo, que teve nesta quinta-feira um número recorde de novos casos confirmados da doença (6.382), soma agora 95.865 infecções e 6.980 mortes. Depois de São Paulo, os estados mais afetados são o Rio de Janeiro (44.886 casos e 4.856 mortes) e o Ceará (37.821 casos e 2.733 mortes).

Diversos estudos alertam que os números reais da doença no território brasileiro devem ser ainda maiores do que os divulgados oficialmente, em razão da baixa quantidade de testes na população e da subnotificação de casos e mortes.

23:44 - São Paulo tem recorde na contagem diária de novos casos de covid-19 

O estado de São Paulo registrou um novo recorde na contagem diária de novos casos confirmados de covid-19, com 6.382 infecções. Com os novos números, o total no estado aumentou para 95.865, segundo a Secretaria Estadual da Saúde. 

Os dados vieram no seguinte ao anúncio da estratégia do governo para a flexibilização gradual da quarentena para algumas regiões do estado. 

Os números, porém, não significam que tenha havido um salto nas contaminações em um curto período de tempo, mas sim, se referem à data em que foram incluídos no sistema. Até agora, o maior número de casos registrados em um período de 24 horas havia sido de 4.092, no dia 15 de maio. 

O estado soma 12,5 mil pacientes internados nos hospitais, sendo 4,7 mil em leitos de UTI e outros 7,8 mil em enfermaria. Em 24 horas, a ocupação das UTIs aumentou de 73,2% para 77,4% no estado e de 87,6% para 89,2% na Grande São Paulo.

O estado de São Paulo teve 268 mortes em um dia, segundo os dados divulgados nesta quinta-feira, elevando o total para 6.980.

21.05 - França reabrirá cafés, restaurantes e museus, mas Paris terá de esperar mais

A França prepara para a próxima semana o relaxamento da maioria das restrições impostas pela epidemia de covid-19 no país, com a aproximação das férias de verão.

"A liberdade irá, finalmente, se tornar mais uma vez a regra", afirmou o primeiro-ministro Francês, Edouard Philippe. A França é um dos países mais atingidos pelo novo coronavírus em todo o mundo, com 28.599 mortes e 188.038 infecções, segundo dados compilados pela Universidade Johns Hopkins.

O país impôs um lockdown de dois meses até o início do relaxamento das restrições no dia 11 de maio. A partir de 2 de junho, restaurantes e cafés serão reabertos, assim como museus e monumentos, salas de concerto e teatros, praias, locais de acampamento, academias de ginástica e piscinas públicas. A maioria das lojas poderá reabrir no dia 11 de maio.

Na região de Paris, a mais afetada pela doença, diversos locais terão de esperar até o dia 22 de junho para reabrirem. A capital francesa deixou de ser considerada uma "zona vermelha" de perigo, sendo rebaixada para "laranja". A mudança significa que a cidade-luz não será tão livre como a maioria das regiões francesas, classificadas como "verde". Ainda assim, os parques parisienses poderão ser reabertos na semana que vem.

O primeiro-ministro exaltou a forma como o país lidou com a pandemia. "os resultados são bons do ponto de vista da saúde, ainda que nos mantenhamos cautelosos", afirmou. A França, segundo Philippe, aguarda a reabertura dos cafés e restaurantes, dizendo que são "parte de nossa arte de viver".

A ocupação das mesas no restaurante se limita a 10 pessoas, com ao menos 1 metro de distância entre cada grupo. Os clientes, ao se movimentarem dentro desses locais, devem usar máscaras, que são obrigatórias em tempo integral para os funcionários. Em Paris, o atendimento é permitido apenas na parte externa. 

Em todo o país, estão proibidas reuniões públicas com mais de 10 pessoas, assim como a realização dos esportes de contato. Casas noturnas e estádios permanecerão fechados. Ainda assim, Philippe se comprometeu a reavivar a vida cultural e esportiva do país. 

Pouco antes do início das férias, os franceses poderão viajar livremente pelo país, com a remição do limite de 100 quilômetros de distância para os deslocamentos. O país, assim como os demais Estados-membros da União Europeia, deverá reabrir suas fronteiras aos países vizinhos no dia 15 de junho. 

Philippe defendeu a estratégia de remover gradualmente o lockdown, afirmando que a estratégia visa evitar o surgimento de uma nova onda da doença. "O vírus ainda está presente, mas sob controle", disse o primeiro-ministro.

 12:00 - Desemprego sobe para 12,6% em abril 

Em meio à pandemia de covid-19, a taxa de desocupação no Brasil passou de 11,2% para 12,6% no trimestre terminado em abril, chegando a marca de 12,8 milhões de desempregados. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (28/05) e fazem parte da Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A população ocupada teve queda recorde de 5,2%, em relação ao trimestre encerrado em janeiro. Isso representa uma perda de 4,9 milhões de postos de trabalho. A redução reflete os efeitos da pandemia no mercado de trabalho.

"Dos 4,9 milhões de pessoas a menos na ocupação, 3,7 milhões foram de trabalhadores informais. O emprego com carteira assinada no setor privado teve uma queda recorde", explica Adriana Beringuyc, analista da pesquisa.

A queda foi generalizada, atingindo sete dos dez grupos de atividades observados. Dos 4,9 milhões de pessoas que saíram da população ocupada, 1,2 milhão veio do comércio, 885 mil saíram da construção e 727 mil, dos serviços domésticos (a maior queda desde o início da série, em 2012).

11:30 - ONU pede alívio da dívida de países em desenvolvimento ou de renda média

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, pediu nesta quinta-feira (28/05) a redução da dívida de qualquer país em desenvolvimento ou de renda média que precise dela devido à crise causada pela pandemia. Além disso, ele solicitou que seja promovido um plano coordenado de recuperação em escala global.

Guterres fez a declaração na abertura de uma cúpula virtual com a participação de dezenas de chefes de Estado e de governo para discutir novas necessidades de financiamento para políticas de desenvolvimento no contexto da covid-19.

As Nações Unidas se propuseram a buscar ações coletivas para responder com urgência em seis áreas, incluindo o problema da dívida soberana. O diplomata alertou que as consequências econômicas da covid-19 ameaçam causar uma onda de crises de dívida que complicariam a resposta à doença e retardariam o progresso do desenvolvimento durante os próximos anos.

Para Guterres, a suspensão temporária do serviço da dívida dos países mais pobres já acordada pelo G20 é "um primeiro passo", mas essas medidas devem ser estendidas a qualquer país em desenvolvimento ou de renda média que o solicite por apresentar dificuldades de financiamento nos mercados.

10:20 -  Netanyahu oferece ajuda a Bolsonaro no combate à covid-19

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ofereceu ao presidente Jair Bolsonaro conselhos e ajuda na fabricação de equipamentos médicos para enfrentar a covid-19, informou o governo de Israel nesta quinta-feira (28/05).

Por telefone, Netanyahu expressou a Bolsonaro "a solidariedade do povo israelense", se ofereceu para "cooperar com as indústrias brasileiras na fabricação do equipamento médico necessário" e também se dispôs a "compartilhar a experiência de Israel na luta contra o vírus".

Israel contabiliza menos de 17.000 infectados e 281 mortos e já flexibilizou a maioria das restrições. Já o Brasil é o segundo país do mundo com mais casos: 411.812 infecções e 25.598 mortes, de acordo com a universidade Johns Hopkins.

09:30 - Inglaterra e Escócia iniciam programa de rastreamento de casos por telefone e internet

A Inglaterra e a Escócia iniciaram nesta quinta-feira (28/04) um programa de rastreamento de infecções por covid-19, parte essencial do plano para flexibilizar o confinamento. Nas duas regiões britânicas, milhares de "rastreadores" ligarão ou escreverão para pessoas que testaram positivo para o novo coronavírus, a fim de mapear seus contatos recentes e pedir para que eles se isolem por 14 dias, mesmo sem sintomas.

Na Inglaterra, o trabalho começará com contato via telefone, SMS e e-mail com as 2.013 pessoas que testaram positivo para o vírus nas últimas 24h. O ministro da Saúde, Matt Hancock, disse estar confiante que "a grande maioria da população" colaborará com o programa, que visa promover a gestão localizada da pandemia e permitir o funcionamento da sociedade em geral.

A Irlanda do Norte já ativou seu sistema de rastreamento de contágio e o País de Gales se prepara para fazer isso no início de junho.

08:30 - Suíça retira militares das fronteiras

A Suíça retirou nesta quinta-feira (28/05) das fronteiras mais de 8.000 militares que protegiam a região e prestavam apoio logístico no combate ao coronavírus. Eles haviam sido designados para a tarefa em março, na maior mobilização militar da Suíça desde a Segunda Guerra Mundial.

De acordo com a universidade Johns Hopkins, o número de casos diários registrados na Suíça caiu de um pico de 1.300 em 23 de março para 15 no início desta semana. No total, o país, que tem 8,6 milhões de habitantes, contabiliza 30.776 infecções e 1.917 mortes.

07:10 - América Latina deve viver crise história

Prestes a se tornar o novo epicentro global da crise de coronavírus, a América Latina já vislumbra uma grave recessão, possivelmente a pior desde as crises de endividamento dos anos 1980.

A dívida externa dos Estados está aumentando rapidamente, e caíram a demanda e os preços do petróleo, assim como de alguns produtos agrícolas e de mineração. Para um exportador de commodities energéticas e não energéticas como a América do Sul, essa é uma péssima combinação, porque a capacidade de honrar suas dívidas está diminuindo.

Investidores financeiros privados já estão retirando capital da região. E o enfraquecimento das moedas está impedindo que se façam futuros empréstimos no exterior.  

Devido ao atraso tecnológico e às futuras cadeias produtivas globais mais curtas, é provável que a América do Sul se torne, novamente, um mero exportador de matérias-primas.

Com toda a pressão, a tendência autoritária deve continuar e a América Latina pode enfrentar os maiores desafios políticos e econômicos dos últimos 50 anos.

Leia a análise completa.

06:45 - Desigualdade eleva letalidade da covid-19

Mesmo que o nível de confinamento fosse igual ao de bairros ricos, comunidades pobres no Brasil teriam até o triplo de mortes em razão do novo coronavírus. É o que revela levantamento feito pelo grupo interdisciplinar de pesquisadores Ação Covid-19.

O estudo reforça que a necessidade de confinamento é maior em áreas mais pobres, onde fatores como saneamento inadequado, educação deficiente, moradias lotadas e má nutrição aumentam a possibilidade de transmissão do vírus.

Um exemplo é Fortaleza, uma das capitais mais desiguais do país e a que tem o segundo maior índice de infectados com coronavírus por 100 mil habitantes. Conforme dados obtidos com exclusividade pela DW Brasil, no bairro Meireles, com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) próximo da Noruega, com um nível de confinamento de 70%, a taxa de infectados é de 6%, e a de letalidade, de 0,5%.

Já em Barra do Ceará, com IDH inferior a países como o Sudão do Sul, se houvesse o mesmo nível de isolamento, a taxa de infectados seria de 16%  e de letalidade triplicaria, o que mostra que o coronavírus avança mais rapidamente e de forma mais letal em comunidades carentes, segundo os autores do estudo.

 Leia a notícia completa.

06:30 - Europa ultrapassa 175 mil mortos

A Europa já registra mais 175 mil mortos em decorrência do novo coronavírus. Três quartos dos óbitos no continente se concentram em quatro países: Reino Unido (37.542), Itália (33.072), França (28.599) e Espanha (27.117).

Com 2.084.058 casos confirmados, a Europa é o continente mais atingido pela covid-19, que já matou em todo mundo mais de 355 mil pessoas. Os países com maior número de mortos também são os com mais casos na região: Reino Unido (268.691), Espanha (236.259), Itália (231.139) e França (183.038). A Alemanha fica em quinto lugar, com 181.918 casos.  

06:20 - Coreia do Sul volta a impor restrições

A Coreia do Sul voltou a impor nesta quinta-feira (28/05) uma série de restrições em resposta a um aumento no número de infecções por covid-19. O país, considerado um dos exemplos na luta contra a doença, anunciou que foram registrados 79 casos em apenas um dia, a maioria na região metropolitana de Seul.

O aumento obrigou as autoridades a endurecer as normas sanitárias, que haviam sido atenuadas em 6 de maio. Museus, parques e galerias de arte fecharão novamente por duas semanas a partir desta sexta-feira, informou o ministro da Saúde, Park Neung-hoo. Ele também pediu às empresas que proponham medidas de flexibilização do trabalho e pediu que as pessoas evitem reuniões sociais ou ir a lugares movimentados - incluindo restaurantes e bares. 

No final de fevereiro, a Coreia do Sul era o segundo país no mundo mais atingido pela pandemia, atrás da China. O governo, porém, conseguiu controlar a situação através de campanhas massivas de testes e rastreabilidade das pessoas infectadas. O país registrou, até agora, mais de 11 mil casos do novo coronavírus e 269 mortes.

Resumo dos principais acontecimentos desta quarta-feira (27/05):

  • Mundo tem mais de 5,6 milhões de casos e mais de 353 mil mortes; 
  • Brasil tem 411.821 casos, 25.598 mortes e 166,647 pacientes recuperados, segundo Ministério da Saúde
  • França proíbe uso de hidroxicloroquina para tratar covid-19
  • Maioria dos brasileiros é a favor de lockdown, diz Datafolha
  • São Paulo amplia quarentena e anuncia plano de flexibilização 
  • Estados Unidos superam marca de 100 mil mortes por covid-19

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