Principais notícias sobre a pandemia de coronavírus (01/06) | Notícias internacionais e análises | DW | 01.06.2020
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages
Publicidade

Coronavírus

Principais notícias sobre a pandemia de coronavírus (01/06)

OMS: impossível prever pico no Brasil. Caem contágios na Itália. Pesquisa mostra que um em cinco alemães não se vacinaria contra covid-19. Espanha mais perto do desconfinamento total.

Brasilien Coronaviurs in Rio de Janeiro | Friedhof (Reuters/R. Moraes)

Cemitério coletivo no Rio de Janeiro

Resumo desta segunda-feira (01/06)

  • Mundo tem mais de 6,2 milhões de casos e quase 374 mil mortes; 
  • Brasil tem maior número de casos depois de EUA, 514.849, com 29.314 mortes e 206.555 pacientes recuperados
  • OMS: impossível prever pico da pandemia no Brasil
  • Itália registra cifras mais baixas desde fevereiro
  • Um quinto dos alemães não se vacinaria
  • ONGs alertam para danos colaterais na África
  • Espanha mais perto do desconfinamento total

Transmissão encerrada. As atualizações estão no horário de Brasília:

---

17:30 – Itália registra menor número de novos casos desde fevereiro

A Itália acusou 178 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 233.197, informou a Agência de Proteção Civil nacional em comunicado. A cifra, a mais baixa desde fevereiro, confirma a tendência decrescente registrada nos últimos dias: 516 contágios em todo o país na sexta-feira, 416 no sábado e 355 no domingo.

Da mesma forma, o volume de novas mortes pela doença respiratória – 60, totalizando 33.475 – foi relativamente baixo. Cai também continuamente o número dos pacientes em tratamento intensivo, para 424.

As notícias representam um raio de esperança para o país duramente atingido pelo coronavírus, a dois dias da abertura planejada de suas divisas inter-regionais e das fronteiras com os países do Espaço de Schengen.

17:00 – Governador de NY apreensivo com contágios em manifestações

O governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, manifestou preocupação que os protestos em massa pela morte do afro-americano George Floyd possam colocar em risco a luta para conter a pandemia de covid-19.

O político democrata reconhece a luta dos manifestantes contra o racismo e as desigualdades sociais, mas confessou-se frustrado pelos eventuais efeitos negativos contra os dois meses de combate à pandemia. O estado tenciona retomar a atividade econômica em 8 de junho. A cidade de Nova York é uma das mais atingidas pela doença, em nível mundial.

"Ligando a televisão, veem-se as reuniões em massa que poderiam infectar centenas e centenas, depois de tudo o que fizemos. Devíamos tirar um minuto e nos perguntar: o que estamos fazendo aqui?", questionou Cuomo durante a coletiva de imprensa diária.

16:15 – Pior ainda não chegou para o Brasil, afirma diretor da OMS

O diretor-executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, informa que o pior da pandemia ainda não chegou para o Brasil. Assim como outros da América Central e do Sul, o país conta entre os que têm registrado os maiores aumentos diários de casos da doença, com transmissão ainda fora de controle.

"Claramente a situação em alguns países sul-americanos está longe da estabilidade. Houve um crescimento rápido dos casos, e os sistemas de saúde estão sob pressão.". Segundo Ryan, o pico do contágio ainda não chegou, "e no momento não é possível prever quando chegará".

O Brasil tem no momento quase 515 mil casos confirmados de covid-19, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, além de ser o quarto país em número de óbitos, (29.314).

13:15 – OMS delibera sobre suspensão de testes com hidroxicloroquina

Dentro de 24 horas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deverá dispor de informações suficientes para decidir se manterá suspensos os estudos sobre o uso da hidroxicloroquina (HCQ) contra o Sars-cov-2, comunicou sua cientista-chefe, Soumya Swaminathan.

A organização suspendeu em 25 de maio o assim chamado "Teste de Solidariedade", envolvendo 3.500 pacientes de 17 países. Os presidentes dos EUA, Donald Trump, e do Brasil, Jair Bolsonaro, estão entre os que promovem o emprego da conhecida droga antimalária no combate à covid-19, apesar de advertências médicas e indicações de que os riscos possivelmente suplantam eventuais benefícios.

No domingo, a Casa Branca anunciou que enviaria para o Brasil 2 milhões de doses de hidroxicloroquina, e que iniciaria uma iniciativa de pesquisa binacional sobre a substância, com testes randomizados.

10:45 – Espanha mais perto do desconfinamento total

Quatro pequenas ilhas da Espanha, três no arquipélago das Ilhas Canárias (Atlântico) e uma nas Ilhas Baleares (Mediterrâneo), começaram nesta segunda-feira a fase final do desconfinamento, antecipando o que metade do país experimentará a partir da próxima semana.

A partir de hoje, nas ilhas de La Gomera, El Hierro, La Graciosa e Formentera, por exemplo, será possível consumir dentro de bares e restaurantes, e não apenas nas mesas instaladas na rua (terraços), que ampliarão sua capacidade para 75%.

Também serão abertos shopping centers, zoológicos, aquários e cassinos, sempre com capacidade limitada, e atividades culturais podem ser realizadas em bibliotecas e museus.

Também outras áreas da Espanha estão começando uma espécie de segunda fase, como a região de Valência (leste) e as províncias andaluzas de Málaga e Granada, o que significa, por exemplo, poder acessar as praias, em algumas áreas muito importantes da costa mediterrânea espanhola.

Cerca de 70% da Espanha já está na segunda fase, que ainda não se aplica, por exemplo, a Madri, Barcelona e sua área metropolitana.

Com números cada vez mais positivos na evolução da pandemia - segundo dados oficiais, houve apenas duas mortes em 24 horas, e os casos registrados foram inferiores a 100 - espera-se que metade da Espanha comece no início da próxima semana a última fase de desconfinamento.

9:10 – ONGs alertam para danos colaterais na África

Organizações alertam que medidas de combate ao covid-19 no continente estão fazendo com que crianças não sejam vacinadas, outras doenças sejam negligenciadas, enquanto fome ameaça matar milhões de pessoas.

Como no resto do mundo, muitos países da África estão reestruturando seus sistemas de saúde para enfrentar a covid-19. Mas o que parece razoável implica que, em muitos lugares, vários programas rotineiros da área da saúde tenham sido cancelados.

Leia a reportagem

8:15 – China registra leve aumento nos casos

As infecções "importadas" pelo novo coronavírus foram responsáveis por um leve aumento de novos positivos registrados no domingo na China, com 16 novos casos - 14 a mais do que no dia anterior.

As autoridades de saúde detectaram os 16 novos casos em viajantes que chegavam do exterior nas províncias de Sichuan (11), Mongólia Interior (3) e Guangzhou (2).

A Comissão Nacional de Saúde não anunciou novas mortes por covid-1919; portanto, esse número permaneceu em 4.634, entre os 83.017 casos oficiais na China desde o início da pandemia.

7:00 – Um em cada cinco alemães não se vacinaria

Uma pesquisa do instituto YouGov, a pedido da agência de notícias DPA, mostrou que, se houvesse hoje uma vacina contra o coronavírus disponível, um em cada cinco alemães não aceitaria tomá-la.

Segundo a sondagem, dois quintos dos alemães disseram que aceitariam certamente receber a vacina, enquanto um quinto afirmou que talvez o faria.

Já sobre a obrigatoriedade de uma possível vacina que prevenisse a covid-19, 44% dos questionados neste estudo responderam ser a favor, e 40% contra.  O governo alemão já sublinhou várias vezes que não incluirá no plano de vacinação obrigatório uma futura vacina contra o coronavírus.

A Alemanha mantém a epidemia de coronavírus relativamente sob controle. O país contabilizou até hoje 181 mil casos, com 8.511 mortos – 11 nas últimas 24 horas.

Lentamente, o país está levantando as medidas de restrição de movimento. Em grande parte do país, comércio e restaurantes foram reabertos.

6:30 – Brasil já supera meio milhão de casos

O Brasil superou, neste domingo, a marca de meio milhão de casos de covid-19. A cifra é alcançada pouco mais de três meses após o início da pandemia.

No total, já são 514.849 casos confirmados pelo Ministério da Saúde. Nas última 24 horas, o país também registrou 480 novas mortes, chegando a 29.314.

O Brasil é, desde sábado, o quarto país com mais mortes causadas pela doença, à frente da França.

A marca de 500 mil mortes é alcançada no dia em que o presidente Jair Bolsonaro voltou a contrariar orientações sanitárias de evitar aglomerações, unânimes entre especialistas de todo o mundo, e participou de mais uma manifestação contra o Supremo e o Congresso em Brasília.

---

Resumo deste domingo (31/05)

  • Mundo tem 6.130.158 casos, mais de 371 mil mortes, 2.603 mil recuperados
  • Brasil se aproxima de 500 mil casos e é o quarto país em óbitos (28.834); 202 mil recuperados
  • EUA enviam 2 milhões de doses de HCQ ao Brasil
  • Espanha prorroga confinamento
  • Índia vive explosão no número de casos
  • Israel reabre Monte do Templo

 

______________

A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Siga-nos no Facebook | Twitter | YouTube 
App | Instagram | Newsletter