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Premiê francês vê chance de vitória da extrema direita

17 de novembro de 2016

Manuel Valls reconhece ser possível que Marine Le Pen, da Frente Nacional, vença a próxima eleição presidencial na França. Político alerta sobre "perigo que a extrema direita representa".

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O premiê francês, Manuel Valls, fala em evento de economia em Berlim
Foto: Getty Images/AFP/J. MacDougall

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, afirmou nesta quinta-feira (17/11/) que é possível que a candidata Marine Le Pen, do partido de extrema direita Frente Nacional, ganhe a eleição presidencial de 2017 na França.

O tema foi evocado durante uma conferência sobre economia em Berlim à luz da vitória surpreendente de Donald Trump na eleição presidencial nos EUA. 

"É possível", disse Valls em resposta a uma pergunta sobre se Le Pen tem chances de vencer no pleito previsto para o próximo dia 7 de maio. "Todas as sondagens apontam a candidata Marine Le Pen chegando ao segundo turno. Se esse for o caso, ela enfrentará um candidato da esquerda ou da direita. Isso significa que o equilíbrio da política vai mudar completamente", acrescentou.

O premiê socialista alertou ainda para "o perigo que a extrema direita representa" num mometo em que as atenções estão centradas nas primárias dos partidos de esquerda e de direita. "É claro que há riscos na França. Estou chocado com o tom do debate público", disse Valls.

O primeiro-ministro francês salientou, no entanto, que há diferenças entre Trump e Le Pen, já que o bilionário americano era o candidato de um grande partido, o Partido Republicano, que já dominava o Congresso e vários estados dos Estados Unidos. "Mas seu discurso e as suas propostas que são preocupantes", pontuou.

Há uma preocupação crescente na França de que a mesma onda de populismo que garantiu a vitória de Trump nos Estados Unidos e levou os britânicos a votarem pela saída do país da União Europeia (Brexit) possa dar as chaves do Palácio do Eliseu para Le Pen.

Em 2002, a Frente Nacional conseguiu passar pelo primeiro turno com o seu então líder, Jean-Marie Le Pen, pai de Marine, que surpreendeu ao deixar para trás o primeiro-ministro socialista Lionel Jospin. No segundo turno, no entanto, Le Pen foi derrotado por ampla margem por Jacques Chirac, que ficaram com 17,8% e 82,2% dos votos, respectivamente.

IP/afp/lusa