Portugueses e gregos protestam contra planos de austeridade econômica | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 05.03.2010
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Portugueses e gregos protestam contra planos de austeridade econômica

Em Atenas, pelo menos cinco pessoas saíram feridas dos protestos contra o rigoroso pacote de contenção de despesas do governo socialista grego. Também em Portugal, greve contra plano de austeridade paralisou o país.

default

Pacote foi aprovado apesar dos protestos

Após uma manifestação que transcorreu inicialmente de forma pacífica, reunindo milhares de pessoas em frente ao Parlamento grego nesta sexta-feira (05/03), em Atenas, a polícia empregou cassetetes e gás lacrimogêneo para impedir que manifestantes e deputados esquerdistas estendessem uma faixa em frente ao edifício com os dizeres: "Não importa o quê – o ser humano tem sempre prioridade".

Nos protestos, um dos principais políticos de esquerda do país, o ativista Manolis Glezos, saiu levemente ferido. Em Atenas, outros manifestantes atacaram o presidente do sindicato do setor privado grego (GSEE), Yannis Panagopoulos.

O sindicalista, próximo ao governo socialista, é acusado de trair a "causa do movimento trabalhista". Citando informações policiais, a mídia grega informou que outras três pessoas foram levemente feridas em confronto com a polícia.

Em protesto contra a política de austeridade do governo grego, escolas e hospitais entraram em greve. No entanto, a paralisação não impediu que o Parlamento grego aprovasse, nesta sexta-feira, o pacote de austeridade econômica do primeiro-ministro socialista, George Papandreou.

NO FLASH Symbolbild Teaser Griechenland Protest

Policiais usaram cassetetes e gás lacrimogêneo contra manifestantes

Lágrimas de Portugal

Também em Portugal, uma greve de 24 horas contra os planos de austeridade econômica do governo em Lisboa paralisou o país nesta quinta-feira. Centenas de milhares de funcionários públicos aderiram à greve, que fechou escolas, tribunais e hospitais. Em Lisboa e no Porto, a coleta do lixo e as alfândegas não funcionaram, afirmou o site do jornal O Público.

Segundo os sindicatos, a greve contou com a participação de cerca de 80% do funcionalismo público português. Com o protesto, os funcionários tentam evitar o planejado congelamento de seus salários até 2013

O congelamento faz parte do plano de austeridade econômica do governo socialista, para tentar sanear o orçamento público de Portugal. No ano passado, o déficit público do país atingiu 9,3% do Produto Interno Bruto. Até 2013, esse déficit deverá ser reduzido para no máximo 3%, como estipulado no pacto de estabilidade do euro.

Portugal Streik

Greve paralisou serviço público em Portugal

A economia portuguesa foi seriamente afetada pela crise. A taxa de desemprego de mais de 10% é a maior dos 25 anos. Segundo especialistas, esta é a pior baixa econômica por que passa Portugal há décadas.

Além da Grécia, Portugal, Espanha e Irlanda são vistas como casos-problema na União Europeia (UE). "Nossa situação não pode ser comparada à da Grécia, são casos totalmente diferentes", ressalvou, no entanto, o presidente português, Aníbal Cavaco Silva, em entrevista ao diário espanhol La Vanguardia.

Viagem de apoio

O que Portugal e Grécia têm em comum é a luta contra o excessivo déficit orçamentário. Nesta sexta-feira, o primeiro-ministro grego, George Papandreou, iniciou viagem a países da zona do euro.

Em Luxemburgo, ele se encontrou com o premiê Jean-Claude Juncker, líder dos ministros das Finanças da zona do euro, e depois partiu para se encontrar com a chefe alemã de governo, Angela Merkel, em Berlim.

Antes de seu encontro com Papandreou, a premiê alemã afirmou apoiar o rigoroso pacote de austeridade da Grécia, mas descartou qualquer ajuda financeira a Estados endividados da UE.

Papandreou, no entanto, esclarecera anteriormente que não estaria viajando para pedir dinheiro. "Não estamos pedindo ao contribuinte alemão para pagar nossas aposentadorias e férias. Afirmar isso é injusto", disse o primeiro-ministro grego ao jornal Frankfurter Allgemeine. "O que precisamos é o apoio político da UE e de nossos parceiros europeus", explicou.

CA/dpa/rtr/afp/apn

Revisão: Simone Lopes

Leia mais

Áudios e vídeos relacionados