Popularidade de Macron atinge índice mais baixo | Notícias internacionais e análises | DW | 23.09.2018
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Europa

Popularidade de Macron atinge índice mais baixo

Pesquisa aponta que apenas 29% dos franceses estão satisfeitos com a atuação do presidente – o pior resultado desde o início de seu mandato. Reformas impopulares e escândalos podem ter influenciado queda na aprovação.

O presidente da França, Emmanuel Macron

Macron, de 40 anos, foi eleito presidente da França em maio de 2017 com 66% dos votos

O índice de aprovação do presidente da França, Emmanuel Macron, atingiu seu nível mais baixo desde o início de seu mandato. Segundo pesquisa do instituto Ifop divulgada neste domingo (23/09), apenas 29% dos franceses disseram estar satisfeitos com o desempenho do chefe de Estado.

Segundo a sondagem, encomendada pelo diário Journal du Dimanche, a popularidade de Macron caiu cinco pontos percentuais em setembro em relação a agosto, quando a mesma pesquisa registrou um índice de 34%. Em julho, a aprovação do líder era de 39%.

Os 29% atuais incluem os 3% dos entrevistados que responderam estar "muito satisfeitos" com a atuação do presidente e os 26% que se disseram "em grande parte satisfeitos".

Os resultados reforçam uma tendência de longo prazo dos eleitores franceses de se voltarem contra seus presidentes após a eleição – algo que sofreram também os antecessores de Macron, François Hollande e Nicolas Sarkozy.

Em comparação, no mesmo período de mandato em que se encontra agora o líder centrista, Hollande registrou uma aprovação de 23%, enquanto Sarkozy, de 34%.

As pesquisas vêm mostrando uma queda drástica no índice de popularidade de Macron, principalmente após um escândalo que eclodiu em julho envolvendo um agente de segurança próximo do presidente, filmado agredindo manifestantes em um protesto de 1º de maio.

Analistas consideram que Macron, eleito em 2017 com 66% dos votos, tem cometido uma série de erros políticos em seu mandato, como não ter agido rápido o suficiente para lidar com a crise em torno do agente de segurança, além de gerar repetidamente manchetes negativas com declarações polêmicas.

Seu estilo de liderança foi novamente questionado na semana passada, quando ele aconselhou um jovem horticultor desempregado a trocar de setor, afirmando que basta atravessar a rua para encontrar um emprego em hotéis, bares e restaurantes em Paris.

Contudo, o maior desafio do presidente francês continua sendo a economia, com suas reformas liberais, que não conseguiram até agora reduzir o desemprego de forma significativa ou acelerar o crescimento do país. Protestos contra seu plano de reformas chegaram a reunir centenas de milhares de pessoas em toda a França.

Nesta segunda-feira, o governo francês vai apresentar seu esboço de orçamento de 2019, em que deve renovar os esforços contra gastos excessivos por meio de cortes nos salários do setor público e impondo limites às aposentadorias.

A pesquisa de opinião realizada pelo instituto Ifop na França ouviu 1.964 pessoas entre os dias 14 e 22 de setembro.

EK/afp/rtr

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