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PolíticaPolônia

Polônia decide reforçar Exército com 15 mil soldados

4 de julho de 2022

Em preparação para uma hipotética invasão russa, governo polonês decide ampliar efetivo e modernizar equipamentos militares. Segundo resultados de simulações, a Polônia resistiria apenas cinco dias às forças russas.

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Soldados poloneses em treinamento com sistemas de mísseis antiaéreos
Segundo o governo polonês, oito mil dos 15 mil recrutas estarão "operacionais" após um treinamento básico de 28 diasFoto: Kay Nietfeld/dpa/picture alliance

A Polônia decidiu reforçar seu Exército com 15 mil novos soldados neste ano. A medida faz parte do plano do governo de ampliar a capacidade militar do país e melhorar os resultados obtidos em simulações de uma hipotética invasão da Rússia.

O ministro da Defesa da Polônia, Mariusz Blaszczak, anunciou nesta segunda-feira (04/07) que oito mil dos 15 mil novos recrutas estarão aptos e capacitados para operações após a conclusão de um treinamento básico de 28 dias. Blaszczak afirmou ainda que, a partir desta semana, outros mil jovens recrutas começam o período de instrução em 16 quartéis espalhados pelo território polonês.

O programa de expansão do Exército polonês inclui duplicar o número de efetivos, aumentar os gastos em defesa para até 3% do Produto Interno Bruto (PIB), além de modernizar os equipamentos, com, por exemplo, a compra de 250 tanques Abrams e 32 caças F-35.

O presidente do partido governista da Polônia, Jaroslaw Kaczynski, afirmou na sexta-feira em visita a cidade de Kielce que é importante "mostrar para nossos inimigos que não vale a pena atacar" e sublinhou que a doutrina de defesa da Polônia consiste apenas em "defender a fronteira no rio Vístula, porque a invasão significaria que milhões de poloneses morreriam como em Bucha", referindo-se à cidade ucraniana localizada nos arredores de Kiev, onde centenas de civis foram encontrados mortos após a saída das tropas russas.

Na região mencionada por Kaczynski, onde está localizada a fronteira com a Rússia, um ano e meio atrás, as tropas da Polônia realizaram exercícios para simular um ataque da vizinha Rússia.

Polônia não resistiria cinco dias à força russa

Na citada simulação militar, descrita pelo presidente polonês, Andrzej Duda, como "a maior mobilização desde 1989", concluiu-se que, perante uma invasão russa, a Marinha e a Força Aérea da Polônia seriam praticamente suprimidas nos primeiros cinco dias de combate, bem como todas as forças terrestres a leste do rio Vístula.

No entanto, de acordo com informações militares divulgadas pela imprensa polonesa, se desde o início do hipotético conflito fosse escolhida uma linha defensiva ao longo do rio Vístula e a Força Aérea transferisse as aeronaves para bases alemãs para sobreviver aos primeiros ataques, seria possível conter o avanço dos invasores até que a ajuda pudesse ser recebida.

Na mais recente cúpula da Otan, foi anunciada a instalação do quartel general do 5º Corpo do Exército Americano na Polônia. No encontro de líderes, além disso, a Rússia foi classificada como a "mais significativa e direta ameaça" para a aliança.

pv/le (lusa, efe)