Polícia reprime protesto LGBTQI+ na Turquia e prende ao menos 25 pessoas | Notícias internacionais e análises | DW | 27.06.2021

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Turquia

Polícia reprime protesto LGBTQI+ na Turquia e prende ao menos 25 pessoas

Ato foi convocado por diferentes associações, apesar da proibição imposta pelo governo de Recep Erdogan. Manifestantes criticaram, entre outras coisas, o clima cada vez mais hostil contra a comunidade LGBTQI+ no país.

Policiais seguram mulher, que grita. Atrás dela, há muitos policiais.

Manifetsantes acusam governo de reprimir comunidade LGBTQI+ e promover violência.

Um protesto a favor dos direitos da comunidade LGBTQI+ em Istambul, na Turquia, foi dispersado neste sábado (26/06) de forma violenta por tropas de choque da polícia, que usaram balas de plástico e de borracha e gás lacrimogêneo contra os manifestantes. Pelo menos 25 pessoas foram presas, entre elas o fotógrafo Bülent Kilic, da agência de notícias AFP. Ele foi libertado no fim do dia.

Imagens postadas nas redes sociais mostraram policiais pressionando com os joelhos Kilic contra o chão.

Apesar de proibições impostas pelo governo do presidente Recep Tayyip Erdogan, várias associações convocaram a marcha sob o lema "A rua é nossa". Os manifestantes criticaram, entre outras coisas, o clima cada vez mais hostil contra a comunidade LGBTQI+ no país.

De 2003 a 2014, a marcha do orgulho foi realizada anualmente, de forma festiva e pacífica em Istambul, como ocorre em várias cidades da Europa e de todo mundo. No entanto, desde 2015, o governo vetou o evento sob várias justificativas, incluindo "violação da moral pública", apesar de a homossexualidade ser legal na Turquia desde 1858. Mais recentemente, eventos de orgulho LGBTQI+ foram oficialmente proibidos por autoridades, que alegaram preocupação com a disseminação da covid-19.

No entanto, a comunidade LGBTQI+ da Turquia acusa o governo de lançar uma "campanha de ódio" contra eles, ao mesmo tempo em que promove a violência.

No ano passado, a bandeira do arco-íris, símbolo da comunidade, se tornou a principal inimiga pública dos setores islâmicos e conservadores que apoiam Erdogan.

Por esse motivo, a bandeira vem sendo utilizada em todo tipo de protesto contra o governo, mesmo em atos que não tenham relação direta com os direitos da comunidade LGBTQI+, como aconteceu nos protestos estudantis de janeiro passado, ou na marcha feminista de 8 de março.

Enquanto o protesto foi reprimido na Turquia, marchas ocorreram de forma pacífica e festiva em outras cidades europeias, como Berlim, Milão e Roma, para celebrar o mês do orgulho LGBTQI+.

le (efe, AFP, AP, dpa, reuters, ots)

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