Polícia identifica suspeito de ataque em Londres | Notícias internacionais e análises | DW | 15.08.2018
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Europa

Polícia identifica suspeito de ataque em Londres

Homem preso sob suspeita de terrorismo após avançar com carro contra pedestres tem 29 anos e cidadania britânica. Polícia investiga conexão com outro ataque ocorrido perto do prédio do Parlamento no ano passado.

Vias ao redor do Palácio de Westminster foram bloqueadas após ataque

Vias ao redor do Palácio de Westminster foram bloqueadas após ataque

O homem preso sob suspeita de terrorismo após um ataque que feriu três pessoas no centro de Londres nesta terça-feira (14/08) foi identificado como um cidadão britânico de 29 anos e origem sudanesa, informou a unidade antiterrorismo da polícia.

O suspeito avançou com um Ford Fiesta prateado contra pedestres e ciclistas e colidiu seu carro com uma barreira de segurança no entorno do Parlamento britânico. O carro circulou entre as áreas de Westminster e Whitehall das 6h da manhã (hora local) até o momento do ataque, às 7h37.

Identificado como Salih K., o suspeito foi preso na cena do crime e está sendo interrogado pela polícia, sem colaborar com as investigações.

Três locais estão sendo alvo de buscas como parte da investigação, sendo dois em Birmingham e um em Nottingham. Não há outros detidos no momento em conexão com o ataque, segundo a polícia.

Investigadores estão analisando se Salih K tem alguma relação com Khalil Masood, autor de um atentado semelhante ocorrido em Londres em março de 2017 e que havia se convertido ao islamismo.

Dono de uma loja em Birmingham, Salih K morava a uma pequena distância da antiga casa de Masood. O suspeito estudou na Universidade de Ciência e Tecnologia do Sudão e estava no Reino Unido há cinco anos, segundo a mídia local.

Acredita-se que o suspeito não conhecido pela polícia antiterrorismo ou pelo MI5, serviço britânico de informações de segurança interna e contra-espionagem, noticiou a emissora BBC. Ele seria, no entanto, conhecido pela polícia local.

O motivo do ataque ainda não foi estabelecido, mas o episódio está sendo tratado como terrorismo por ter sido aparentemente um ato deliberado, por conta de seu método e pelo fato de ter sido realizado em um local icônico.

O atentado acendeu um debate sobre a possibilidade de banir automóveis da praça do Parlamento e torná-la uma área para pedestres, opção apoiada pelo prefeito de Londres, Sadiq Khan.

Caso seja confirmado como um ato de terrorismo, o caso será o segundo ataque ao Parlamento em pouco menos de 18 meses.

Em março de 2017, Masood, de 52 anos, matou quatro pessoas perto da ponte de Westminster e esfaqueou um policial desarmado perto do Parlamento, antes de ser morto por um tiro. O caso foi o primeiro de uma série de cinco ataques no ano passado designados pela polícia britânica como terrorismo, dos quais três usaram veículos como arma.

PJ/dpa/lusa/afp/rtr/ap

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