Polícia de Israel prende dezenas em atos contra Netanyahu | Notícias internacionais e análises | DW | 04.10.2020

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Mundo

Polícia de Israel prende dezenas em atos contra Netanyahu

Manifestantes exigem renúncia de premiê israelense por corrupção e má gestão da pandemia de coronavírus. Detidos são acusados de violar controversas leis impedindo protestos com mais de 20 integrantes.

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A polícia prendeu 38 manifestantes em Tel Aviv na madrugada deste domingo (04/10), quando milhares protestavam para exigir a renúncia do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Os atos aconteceram dias depois que o governo aprovou uma nova lei que limita os protestos a grupos de 20 pessoas, as quais devem ficar a um raio de até um quilômetro de suas casas. Netanyahu disse que a medida é necessária para enfrentar um aumento nas infecções por coronavírus, mas os críticos o acusam de usar a pandemia para abafar a dissidência.

Desde junho, manifestantes têm se reunido em frente à residência oficial de Netanyahu, em Jerusalém, todos os finais de semana. Eles o acusam de má gestão da pandemia e dizem que ele não deve permanecer no cargo enquanto estiver sendo julgado por corrupção.

Centenas são multados

De acordo com os organizadores dos protestos, mais de 100 mil pessoas participaram de centenas de atos em todo o país na noite de sábado. Cerca de 200 manifestantes se reuniram à frente da residência de Netanyahu, de acordo com a mídia local. Muitas pessoas também se reuniram nos centros das cidades, respeitando as novas regras de protesto. Centenas foram multados por supostas violações

Uma das maiores manifestações ocorreu em Tel Aviv, onde centenas de pessoas se reuniram na praça Habima, gritando slogans contra o governo e agitando cartazes com mensagens como "Ditadura patrocinada pelo coronavírus".

A mídia local informou que eclodiram confrontos entre polícia e manifestantes depois que os policiais alertaram os ativistas de que eles estavam violando as restrições de distanciamento social. A polícia disse que havia multado centenas de pessoas por supostas violações.

O jornal Haaretz noticiou que 37 das 38 pessoas detidas foram libertadas na manhã de domingo, enquanto uma pessoa suspeita de ferir um policial permaneceu sob custódia. A mídia israelense também relatou ataques a manifestantes em várias cidades por ativistas que se opõem às manifestações.

O surto de coronavírus em Israel é um dos piores do mundo com base em casos per capita. Desde o início da pandemia, mais de 250 mil pessoas foram infectadas e mais de 1,6 mil morreram no país de 9 milhões de habitantes. Israel impôs um bloqueio em março, mas suspendeu a medida em maio, após uma redução nos contágios. Um aumento nas infecções levou o país ao segundo bloqueio em meados de setembro.

MD/ap/dpa

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