Polícia britânica identifica fonte de substância que envenenou casal | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 13.07.2018
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Reino Unido

Polícia britânica identifica fonte de substância que envenenou casal

Agente nervoso Novichok, que matou mulher e deixou seu parceiro em estado crítico, estava em garrafa encontrada na residência de um deles. Autoridades apuram relação com caso Skripal, que envolveu mesma substância.

Policiais investigam envenenamento em Amesbury

Após dias de buscas, policiais encontraram o frasco na residência de Charlie Rowley, em Amesbury

A polícia do Reino Unido informou nesta sexta-feira (13/07) ter encontrado um pequeno frasco contendo o agente nervoso do tipo Novichok dentro da residência onde estava o casal recentemente intoxicado pela substância na cidade de Amesbury, no sul da Inglaterra.

"Na quarta-feira, 11 de julho, uma pequena garrafa foi recuperada durante buscas na casa de Charlie Rowley", disse a polícia em um comunicado, após dias procurando pela fonte da contaminação. "Cientistas confirmaram agora que a substância contida na garrafa é do tipo Novichok."

Os testes foram realizados por um laboratório do governo na instalação militar de Porton Down, próximo a Amesbury, que foi quem identificou o agente nervoso pela primeira vez, à época do envenenamento do ex-espião russo Serguei Skripal e sua filha Yulia, em março passado.

A polícia investiga agora a origem da garrafa e como ela foi parar na casa de Rowley. Novos testes serão realizados para estabelecer se a substância é do mesmo lote que intoxicou os Skripal não muito longe dali, na cidade de Salisbury, a cerca de 13 quilômetros de Amesbury.

Mais de cem policiais participaram das buscas pela fonte da contaminação em ambas as cidades, após ter sido revelado, na semana passada, que Rowley e sua parceira Dawn Sturgess foram expostos ao Novichok ao manipularem um objeto contaminado.

Vários locais em Amesbury e Salisbury que teriam sido frequentados recentemente pelo casal foram isolados. Segundo Neil Basu, chefe de contraterrorismo da Polícia Metropolitana de Londres, algumas áreas seguem fechadas, apesar do aparente avanço no caso.

"Este é claramente um progresso significativo e positivo. No entanto, não podemos garantir que não há mais traços da substância", afirmou ele, acrescentando que o isolamento de alguns locais é uma medida de precaução para a segurança pública e para ajudar a equipe de investigação.

Rowley, de 45 anos, e Sturgess, de 44, foram internados num hospital em Salisbury com sintomas de envenenamento em 30 de junho, após terem sido encontrados inconscientes numa residência em Amesbury, cidade onde ambos moravam.

A mulher morreu no último domingo, e seu parceiro, que chegou a ficar em estado crítico, recobrou a consciência nesta semana. A polícia informou que conseguiu falar "brevemente" com ele.

As autoridades trabalham para descobrir se há alguma ligação entre o envenenamento em Amesbury e o caso Skripal, que envolveu o mesmo agente nervoso. O ex-espião russo e sua filha sobreviveram ao ataque e, atualmente, vivem em local secreto.

Na ocasião, o governo britânico responsabilizou a Rússia pela tentativa de assassinato, enquanto Moscou negou veementemente qualquer envolvimento no caso. O Novichok foi desenvolvido na antiga União Soviética nos anos 1970 e 1980, mas houve experimentos com a substância em outros países. Ainda não se sabe como ele foi parar em terras britânicas.

O envenenamento dos Skripal provocou uma intensa crise diplomática, que resultou na expulsão de 150 diplomatas russos de vários países ocidentais, incluindo Estados Unidos e dois terços dos Estados-membros da União Europeia.

O governo da Rússia, por sua vez, respondeu na mesma moeda. Ao todo, as ordens de expulsão atingiram mais de 300 funcionários diplomáticos em vários países.

EK/afp/ap/dpa/efe

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