Poeta americana Louise Glück leva Nobel de Literatura | Cultura europeia, dos clássicos da arte a novas tendências | DW | 08.10.2020

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Cultura

Poeta americana Louise Glück leva Nobel de Literatura

Escritora de 77 anos tem uma "voz poética inconfundível", afirma júri. Sem tradução no Brasil, suas obras abordam com frequência temas relacionados à infância e vida familiar.

A poeta americana Louise Glück foi agraciada nesta quinta-feira (08/10) com o Prêmio Nobel de Literatura por sua "voz poética inconfundível que, com beleza austera, torna universal a existência individual", afirmou o comitê responsável pelo prêmio.

Nascida em Nova York, Glück, de 77 anos, fez sua estreia literária em 1968 com Firstborn e, segundo o comitê Nobel, ''logo se tornou uma das poetas mais proeminentes da literatura americana contemporânea''. 

O júri afirma que sua poesia é ''caracterizada por uma busca pela clareza'', frequentemente abordando temas como infância, vida familiar e relacionamentos entre pais e irmãos. Seus livros não estão disponíveis no Brasil com tradução para o português.

Na nota, é dado destaque para a obra Averno, de 2006, classificada como ''magistral'', que traz ''uma interpretação visionária do mito de descida de Perséfone ao inferno no cativeiro de Hades, o deus da morte''.

Esse não é o primeiro prêmio que a professora da Universidade de Yale recebe em sua carreira. Em 1993, ela foi agraciada com o Prêmio Pulitzer por The Wild Iris e, em 2014, recebeu o National Book Award.

O anúncio deste ano vem depois de vários anos de polêmicas e escândalos envolvendo o prêmio literário mais famoso do mundo. Em 2018, a academia chegou a cancelar a premiação devido a acusações de abuso sexual envolvendo um dos integrantes da instituição, que foi condenado por estupro.

Depois de uma renovação para reconquistar a confiança da Fundação Nobel, dois laureados receberam o prêmio no ano passado: a polonesa Olga Tokarczuk, que ganhou a premiação referente a 2019, e o austríaco Peter Handke, a de 2018. A escolha de Handke causou polêmica e uma série de protestos devido a sua posição pró-Sérvia durante a guerra dos Bálcãs na década de 1990.

Glück normalmente receberia o prêmio do rei Carl Gustaf 16º numa cerimônia formal em Estocolmo no dia 10 de dezembro, aniversário da morte do cientista Alfred Nobel. Mas a cerimônia presencial foi cancelada neste ano devido à pandemia do coronavírus, e será substituída por uma cerimônia televisionada, com os laureados recebendo os prêmios em seus países de origem.

Pelo Nobel, Glück receberá 10 milhões de coroas suecas (cerca de 1,1 milhão de dólares).

Seguindo a tradição, o prêmio de literatura é o quarto anunciado todos os anos, após o de medicina, o de física e o de quimíca. Neste ano, o Nobel de Medicina premiou o trio de cientistas Harvey Alter, Charles Rice e Michael Houghton pela descoberta do vírus da hepatite C, enquanto o Nobel de Física foi para os pesquisadores Roger Penrose, Reinhard Genzel e Andrea Ghez por estudos sobre a formação de buracos negros. Já Emmanuelle Charpentier e Jennifer Doudna foram laureadas com o Nobel de Química pela descoberta de um método para a edição do genoma conhecido como CRISPR-Cas9 ou "tesoura genética".

Ainda falta o anúncio dos laureados no campos de economia e paz, que ocorre nos próximos dias.

CN/ap/afp

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