PMDB põe senador citado na Lava Jato para presidir CCJ | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 08.02.2017
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Brasil

PMDB põe senador citado na Lava Jato para presidir CCJ

Edison Lobão vai presidir Comissão de Constituição e Justiça, responsável por sabatinar Alexandre de Moraes, indicado por Temer para o STF. Peemedebista foi citado em delações da operação, mas nega irregularidades.

Edison Lobão

Investigações envolvendo Edison Lobão referem-se ao período em que ele foi ministro de Minas e Energia

O PMDB anunciou nesta quarta-feira (08/02) que o senador Edison Lobão (MA) vai presidir a Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), que será responsável pela sabatina de Alexandre de Moraes, indicado pelo presidente Michel Temer para ocupar uma vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF).

A escolha ocorre dois dias depois de o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedir ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquérito, fruto da Operação Lava Jato, para investigar três poderosas lideranças do PMDB: José Sarney, Renan Calheiros e Romero Jucá. Lobão, que foi governador do Maranhão e ministro de Minas e Energia, é um aliado histórico de José Sarney.

O nome de Lobão já foi citado em mais de uma delação de ex-executivos de empreiteiras presos na Operação Lava Jato. No final do ano passado, um inquérito que investigava Lobão e a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney foi arquivado no STF por falta de provas. O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa delatou que havia dado R$ 2 milhões em propina para a campanha eleitoral de Roseana em 2010, que teriam sido pagos pelo doleiro Alberto Youssef, investigado e preso na Lava Jato.

O nome de Lobão, porém, segue como alvo das investigações. Outra delação, de Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC, o cita como beneficiário de R$ 1 milhão para favorecimento da empresa em consórcio responsável pelas obras da usina nuclear Angra 3. Lobão foi ministro de Minas e Energia nos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Ele nega as acusações e diz que não há provas que corroborem a versão de Pessoa.

O senador que presidirá a CCJ também teria sido citado em investigações que envolvem a Eletrobrás, empresa controlada pelo governo brasileiro que coordena a geração e distribuição de energia no país.

Considerada uma das comissões mais relevantes do Senado, por analisar a constitucionalidade e procedência de praticamente todos os projetos em início de tramitação, a CCJ tem 27 membros. O PMDB indicará oito integrantes. A sabatina de Moraes deve ser realizada, num calendário otimista, no final deste mês.

MDM/asn/ots

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