Plácido Domingo pede perdão após acusações de abuso sexual | Cultura europeia, dos clássicos da arte a novas tendências | DW | 25.02.2020
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Cultura

Plácido Domingo pede perdão após acusações de abuso sexual

Tenor espanhol assume responsabilidade por suas ações e diz se arrepender de dor que causou às vítimas. Declaração é dada após investigação de sindicato de artistas concluir que ele agiu de maneira inadequada.

Plácido Domingo

Atuando profissionalmente há mais de 60 anos, Domingo, de 79 anos, é um dos tenores mais famosos do mundo

Enfrentando várias acusações de abuso sexual, o tenor espanhol Plácido Domingo pediu nesta terça-feira (25/02) perdão pela "pela dor causada" a todas as mulheres que o acusaram e disse que aceita "toda a responsabilidade" por suas ações. A declaração foi feita após uma investigação do sindicato dos artistas musicais dos Estados Unidos, que concluiu que o artista agiu de maneira inadequada com as colegas.

Em comunicado, Domingo afirmou que passou vários meses refletindo sobre as acusações feitas por colegas que atuaram ao lado do tenor. "Eu respeito que essas mulheres finalmente se sentiram confortáveis o suficiente para falar e quero que elas saibam que realmente me arrependo da dor que as causei. Aceito total responsabilidade por minhas ações", disse.

Ícone da ópera e estrela mundial da música clássica, o tenor espanhol, de 79 anos, foi acusado em agosto do ano passado por mais de 20 mulheres de cometer assédio e abuso sexual. As vítimas seriam cantoras e dançarinas, colegas de trabalho de Domingo, que o acusaram de abusar da sua posição de poder. Os incidentes ocorreram desde a década de 1980. Algumas mulheres relatam que o tenor teria as apalpado por baixo de suas saias ou as beijado a força.

Domingo, que inicialmente negou as acusações, disse que agora entende "que algumas mulheres podem ter medo de se expressar honestamente devido à preocupação de que suas carreiras sejam afetadas negativamente".

"Embora essa nunca tenha sido minha intenção, ninguém deve se sentir assim", disse o tenor, minutos após a imprensa americana noticiar sobre o resultado da investigação interna conduzida pelo sindicato dos artistas musicais dos EUA.

O sindicato, do qual Domingo faz parte, considerou que o tenor estava realmente envolvido "em atividades inapropriadas, indo do flerte a avanços sexuais, dentro e fora dos locais de trabalho". O inquérito indicou também que muitas das vítimas deixaram de denunciar os abusos na época que eles ocorreram por medo de sofrer retaliação na carreira.

Em agosto, quando foram revelados os primeiros testemunhos de mulheres que haviam trabalhado com Domingo e alegaram ter sofrido abuso sexual, o artista disse acreditar "sempre que todas as suas interações e relacionamentos com as mulheres eram bem-vindas e consensuais".

Agora, o tenor afirmou que está "comprometido" com uma "mudança positiva na indústria da ópera, para que ninguém mais tenha a mesma experiência". "É meu desejo fervoroso que o resultado seja um local de trabalho mais seguro para todos na indústria da ópera, e espero que meu exemplo no futuro incentive outras pessoas a segui-lo", disse.

Após as acusações de assédio sexual, Domingo deixou em outubro a direção da Ópera de Los Angeles, cargo ocupado por ele desde 2003. O tenor também desistiu de apresentar na Met Opera de Nova York e diversas óperas americanas cancelaram suas atuações. As acusações, porém, tiveram pouco impacto em sua carreira na Europa, onde ele continua se apresentado em diversos locais.

CN/efe/rtr/lusa

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