Pichação na embaixada brasileira em Berlim é removida | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 05.01.2019

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Mundo

Pichação na embaixada brasileira em Berlim é removida

Representação diplomática na capital alemã foi pichada com os dizeres "Lutaremos contra o fascismo no Brasil". Vestígios de tinta ainda podem ser vistos na fachada de vidro. Embaixada não divulgou detalhes do ocorrido.

Fachada da embaixada do Brasil em Berlim é pichada

Vestígios de tinta ainda podem ser vistos em parte da fachada, no piso e em colunas do edifício

O prédio da embaixada do Brasil em Berlim foi alvo de uma pichação, mas vestígios de tinta ainda podiam ser vistos neste sábado (05/01) em parte da fachada, no piso externo e em colunas externas do edifício.

Segundo reportagens veiculadas na mídia brasileira, fotografias do prédio com os dizeres "Lutaremos contra o fascismo no Brasil" circularam em grupos de Whatsapp neste fim de semana, indicando que a pichação foi feita na madrugada de sexta-feira para sábado.

Imagens nas redes sociais mostram a frase grafitada nas vidraças na frente do prédio, em letras garrafais brancas, acompanhada de rajadas serpenteantes de tinta vermelha.

Embora grande parte do que foi pintado em branco nos vidros tenha sido limpa, ainda permaneciam neste sábado algumas marcas nos vidros da janela e rastros vermelhos, principalmente no mármore do chão em frente a entrada do edifício, num indício de que a limpeza fora realizada apressadamente, só para tirar o principal.

Contactado pela reportagem da DW por telefone, o funcionário do plantão consular da embaixada não tinha informações sobre o ocorrido. Ele disse que sequer sabia da pichação, por não trabalhar no prédio da embaixada durante o fim de semana, só atentendo pedidos por telefone referentes a brasileiros em situações de emergência.

Fachada da embaixada do Brasil em Berlim é pichada

Fachada de vidro foi limpa, mas a tinta ainda permanece em parte da estrutura

Outra representação diplomática brasileira no exterior foi alvo de manifestação política nesta semana. Um grupo de ativistas de esquerda da Nova Zelândia entrou na embaixada do Brasil em Wellington em protesto contra o presidente Jair Bolsonaro.

Fotos publicadas pelo grupo, chamado Organise Aotearoa, no Twitter mostram faixas com os seguintes dizeres: "Sem relações com nações fascistas" e, em português, "Solidariedade com o povo do Brasil". Eles também levaram uma foto da vereadora carioca Marielle Franco (Psol), assassinada em março do ano passado.

Não é a primeira vez que a representação diplomática brasileira em Berlim é vítima de ataques de motivação política. Em maio de 2014, o local foi atacado por um grupo de pessoas encapuzadas, que atirou pedras, quebrando as janelas do edifício.

Na ocasião, um grupo de esquerda não identificado divulgou um manifesto na internet assumindo a autoria do ataque. Segundo o texto, tratava-se de uma ação de protesto contra os gastos excessivos com a Copa do Mundo daquele ano no Brasil. O texto terminava com a expressão "Nao (sic) vai ter Copa", tendo sido publicado em alemão numa plataforma de radicais de esquerda.

Uma pichação com a frase "Ele Não" apareceu em outubro passado em um trecho do Muro de Berlim localizado no centro da capital alemã, dentro do memorial Topografia do Terror. A limpeza da inscrição foi feita logo no dia seguinte, por uma empresa especializada em remoção de grafites.

Durante o segundo turno das eleições presidenciais, o candidato à Presidência do PT, Fernando Haddad, obteve entre os eleitores brasileiros em Berlim uma larga vantagem, com 73,7% dos votos, contra apenas 26,3% para o atual presidente, Bolsonaro (PSL).

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