Pfizer pedirá autorização nos EUA para vacina contra covid-19 | Novidades da ciência para melhorar a qualidade de vida | DW | 20.11.2020

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Coronavírus

Pfizer pedirá autorização nos EUA para vacina contra covid-19

Farmacêutica americana pretende conseguir um registro de emergência baseado nos testes clínicos da fase 3. Se aprovado o pedido, imunizante poderá ser distribuído já em dezembro.

A farmacêutica americana Pfizer e a alemã Biontech anunciaram que pedirão nesta sexta-feira (20/11) à agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), uma autorização de emergência para sua vacina contra a covid-19.

Esta é a primeira vacina contra o coronavírus a buscar a autorização da agência reguladora americana e pode estar disponível até o fim de dezembro para grupos de risco, informou a Pfizer em comunicado.

O registro na FDA é baseado nos resultados dos testes clínicos da fase 3 da vacina. Na quarta-feira, a empresa americana anunciou que ela tem eficácia de 95% contra a doença, 28 dias após a primeira dose.

Ela informou ainda que, se o pedido for aprovado, a vacina pode começar a ser distribuída em dezembro em estágios sucessivos, começando com grupos de alto risco, incluindo trabalhadores da área de saúde, idosos e portadores de problemas graves de saúde.

O processo de monitoramento da FDA deve levar algumas semanas, e uma reunião do comitê consultivo para rever a vacina está agendada para o início de dezembro.

"O lançamento dos EUA representa um marco importante em nossa jornada para fornecer uma vacina covid-19 ao mundo, e agora temos um retrato mais completo do perfil de eficácia e segurança de nossa vacina, dando-nos confiança em seu potencial", disse o presidente e CEO da Pfizer, Albert Bourla, em comunicado.

O anúncio foi feito dois dias depois de a Pfizer informar que sua última avaliação da fase 3 confirmou que a eficácia da vacina "foi consistente em termos de idade, sexo, raça e etnia", ressaltando que "a eficácia observada em adultos acima de 65 anos foi superior a 94%".

No total, quase 43 mil participaram desse teste em todo o mundo, dos quais pouco mais de 41 mil receberam uma segunda dose em 13 de novembro.

De acordo com a Pfizer, os dados mostram que a vacina foi bem tolerada em todas as populações de seus participantes inscritos, e que não foram observados problemas graves de segurança. Os únicos efeitos colaterais significativos foram fadiga (3,8%) e dor de cabeça (2%).

A vacina da Pfizer e da BioNTech utiliza a tecnologia de RNA mensageiro, que os cientistas esperam provocar uma melhor resposta do sistema imunológico para combater o vírus.

Em 22 de julho, a Pfizer anunciou que o governo dos Estados Unidos compraria 100 milhões de doses da vacina por um total de US$ 1,95 bilhão e teria a possibilidade de adquirir mais 500 milhões de doses. A empresa espera produzir até 50 milhões de doses de vacinas globalmente até 2020, e até 1,3 bilhão de doses até o fim de 2021.

Ao todo, mais de 57,1 milhões de pessoas contraíram o coronavírus no mundo, enquanto mais de 1,36 milhão morreram em decorrência da doença, segundo contagem mantida pela Universidade Johns Hopkins.

Em números absolutos, o Brasil é o terceiro país com mais infecções, atrás apenas dos Estados Unidos, que somam mais de 11,7 milhões de casos, e da Índia, com 9 milhões. Mas, com 168 mil mortes, é o segundo em número de óbitos, depois dos EUA, onde morreram mais de 253 mil pacientes de covid-19.

CN/efe/ap/lusa

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