PF indicia Lula, Palocci e Marisa Letícia na Lava Jato | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 13.12.2016
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Lava Jato

PF indicia Lula, Palocci e Marisa Letícia na Lava Jato

Ex-presidente é indiciado por corrupção passiva, e os demais seis acusados, por lavagem de dinheiro em inquéritos sobre suposta propina paga pela Odebrecht por meio do ex-ministro da Fazenda.

A Polícia Federal (PF) indiciou nesta segunda-feira (12/12) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção passiva em dois casos que, segundo os investigadores, envolvem o pagamento de propina pela construtora Odebrecht, noticiou o portal de notícias G1.

Além de Lula, a ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci e mais quatro pessoas foram indiciadas pelo crime de lavagem de dinheiro.

O indiciamento trata de dois inquéritos distintos que foram unificados, ambos no âmbito da Operação Lava Jato. Uma das investigações se refere às negociações para a compra de um terreno onde seria construída a sede do Instituto Lula, mas que não deram certo. A outra investigação se refere ao aluguel de um apartamento em frente ao que Lula mora, em São Bernardo do Campo, segundo o G1.

Segundo a acusação, Lula teria se beneficiado diretamente de um suborno pago pela Odebrecht e intermediado por Palocci. O ex-ministro usava sua influência para atuar em favor da construtora no governo, afirmam os investigadores.

Uma parte da propina teria sido destinada à compra do terreno, adquirido em novembro de 2010 pela a empresa DAG Construções, de um amigo do empreiteiro Marcelo Odebrecht, afirmam os investigadores. Porém, o terreno nunca foi usado para a construção da sede do Instituto Lula.

Já o apartamento teria sido comprado por Glaucos da Costa Marques, primo do pecuarista e amigo de Lula José Carlos Bumlai, e alugado ao ex-presidente. Porém, segundo os investigadores, Lula nunca pagou aluguel, apesar de usar o apartamento desde 2003, noticiou o site do jornal O Estado de S. Paulo.

Lula já foi alvo de quatro denúncias pela Procuradoria-Geral da República e responde a três ações penais. As acusações feitas pela Polícia Federal serão agora analisadas pelos promotores, que, se as julgarem procedentes, pedirão à Justiça que processe os sete acusados. Todos os acusados negaram que haja irregularidades.

Ao G1, a defesa do ex-presidente afirmou que a transação envolvendo o terreno onde supostamente seria edificado o Instituto Lula é um "delírio acusatório" "Nós apelidamos de transação imobiliária Manoel Bandeira, o nosso poeta. Uma transação que teria sido feita, mas que nunca foi. Portanto, estamos orbitando na esfera da ficção", afirmaram os advogados.

AS/efe/ots

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