Partido Verde alemão manifesta apoio a Jean Wyllys | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 19.02.2019
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Brasil

Partido Verde alemão manifesta apoio a Jean Wyllys

Vice-presidente do Bundestag, deputada Claudia Roth publica texto no Facebook agradecendo visita do ex-deputado do Psol e elogia empenho dele em defesa dos direitos humanos e da democracia.

Jean Wyllys segura microfone enquanto dá coletiva de imprensa em Berlim após estreia do filme Marighella. Foi sua primeira aparição depois de deixar o Brasil

Jean Wyllys durante primeira aparição pública após deixar o Brasil

A deputada pelo Partido Verde Claudia Roth, uma das vice-presidentes do Parlamento alemão, publicou umadeclaração em sua página no Facebook nesta terça-feira (19/02) em apoio ao ex-deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), que renunciou ao seu mandato na Câmara em janeiro e deixou o Brasil após sofrer ameaças de morte.

"Jean Wyllys era deputado federal no Brasil – até que se viu obrigado, em janeiro, a abdicar de seu mandato e deixar o país. Já há muitos anos o parlamentar e ativista dos direitos LGBTIQ recebia ameaças concretas", escreveu Roth, que já copresidiu o Partido Verde por duas vezes (entre 2001 e 2002 e entre 2004 e 2013).

Para Roth, com a posse de Jair Bolsonaro, os xingamentos e as ameaças de morte contra Wyllys tomaram dimensão inaceitáveis. A deputada alemã ainda citou uma frase escrita por Wyllys, dizendo que não queria "ser mártir" e que queria viver.

"Hoje, Jean Wyllys visitou o Partido Verde no Bundestag para relatar sobre os desenvolvimentos incrivelmente angustiantes no Brasil. E deixamos uma coisa muito clara: apoiamos incondicionalmente Jean Wyllys, já que seu engajamento pelos direitos humanos de todos, pela democracia no Brasil e além – esse engajamento também é o nosso", declarou Roth pela rede social.

"Que bom que você esteve aqui, Jean Wyllys. Até breve!", concluiu a política alemã, escrevendo a última frase em português.

Na sexta-feira (15/02), Jean Wyllys fez sua primeira aparição pública desde que deixou o mandato e o Brasil, durante a estreia do filme Marighella em Berlim. Na segunda, Wyllys realizou coletiva de imprensa. Nela, fez críticas ao governo Bolsonaro e disse que sua partida serviu para atrair os "olhos do mundo democrático" para o Brasil. Jean Wyllys contou que negou asilo político da França e que pretende ficar na Alemanha.

RK/dw/ots

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