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Parlamento turco prolonga estado de emergência

4 de janeiro de 2017

Proposta do partido de Erdogan estende por três meses regime de exceção adotado desde a tentativa frustrada de golpe de estado. Justificativa é conter influência de clérigo Fethullah Gülen nas instituições públicas.

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Foto: picture alliance/AP Photo/E. Gurel

O Parlamento turco aprovou nesta terça-feira (03/01) a extensão por mais três meses do estado de exceção em vigor no país desde a tentativa fracassada de golpe de estado, ocorrida em julho do ano passado.

A proposta do partido islamita AKP, liderado pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, foi aprovada com votos da legenda e do Movimento Nacionalista (MHP). A decisão foi tomada três dias depois do atentado terrorista na casa noturna Reina, em Istambul, que deixou 39 mortos.

O Partido Republicano do Povo (CHP) e o pró-curdo Partido Democrático do Povo (HDP) votaram contra a extensão, alegando violação de direitos humanos e restrições à liberdade de expressão.

A justificativa do governo é de que a Turquia está sob forte ameaça de várias organizações terroristas e de que é preciso erradicar a influência de seguidores de Fethullah Gülen nas instituições públicas turcas. O regime de Erdogan atribui a tentativa de golpe ao clérigo islamista, que nega as acusações.

Detenções

O estado de emergência, que já tinha sido prolongado uma vez, levou à detenção de mais de 40 mil pessoas, incluindo membros das Forças Armadas, funcionários públicos e acadêmicos. A nova prorrogação irá começar no dia 20 de janeiro e valerá até 20 de abril.

O regime de exceção dá poderes ao governo para cercear associações e grupos de mídia e permite às autoridades prolongar detenções mesmo sem acusação formal.

Nas próximas semanas, o partido AKP tentará aprovar a proposta de convocação de um referendo constitucional para instaurar um sistema presidencialista na Turquia. O objetivo é conferir ainda mais poderes a Erdogan.

KG/efe/lusa/afp