Parlamento Europeu aprova nova comissão de Barroso | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 09.02.2010
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Mundo

Parlamento Europeu aprova nova comissão de Barroso

Com três meses de atraso, Parlamento Europeu dá seu aval aos 26 novos comissários europeus. Barroso afirma que economia está entre as prioridades de seu segundo mandato.

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Barroso prometeu fazer da crise econômica prioridade

O Parlamento Europeu aprovou nesta terça-feira (9/2) em Estrasburgo a nova Comissão Europeia, com 26 pastas sob a presidência de José Manuel Durão Barroso. O Parlamento, composto de 736 assentos, deu seu crivo à nova comissão com 488 votos a favor, 137 contra e 72 abstenções.

O aval da assembleia permitirá à nova comissão iniciar seus trabalhos já nesta quarta-feira, com cerca de três meses de atraso em relação à data inicialmente prevista. O segundo mandato do português Durão Barroso à frente do executivo do bloco vai até 2014.

Crise e clima são prioridades

Durão Barroso afirmou que o combate à crise econômica está no topo das prioridades de seu novo mandato. "Vamos agora trabalhar com determinação. A situação econômica exige respostas com ambição e vamos fazer propostas nesse sentido aos Estados-membros, com ambição, com determinação, mostrando como é importante uma dimensão europeia na resposta à crise econômica e financeira", afirmou. Outra preocupação de destaque de sua gestão, assegurou, será a luta pela proteção climática. Barroso afirmou que o bloco tem que assumir uma posição de liderança no combate às mudanças do clima.

EU-Kommission 2010

A nova Comissão Europeia

Ele, que já havia sido confirmado no posto pelo Parlamento em setembro passado, viu a nova equipe ser aprovada pelo Parlamento Europeu com uma maioria mais confortável do que a verificada em 2004, quando a primeira comissão liderada por Barroso havia sido aprovada por 449 votos.

A votação desta terça-feira deu fim a uma guerra de nervos que ofuscou o início do segundo mandato do político português. Muitos deputados ameaçaram recusar a comissão inteira por causa da alta rejeição à candidata búlgara à pasta de Ajuda Humanitária, Rumiana Jeleva. Ela acabou retirando sua controversa candidatura em 19 de janeiro. A nova candidata búlgara, Kristalina Georgieva, até então vice-presidente do Banco Mundial, foi, então, aprovada pelo Parlamento.

Posse acontece atrasada

Após as eleições europeias de junho, a nova comissão deveria ter tomado posse no dia 1° de novembro. O motivo para o adiamento foi a promulgação do Tratado de Lisboa em 1° de dezembro.

Cada país-membro envia um representante ao influente Executivo da UE. O comissário alemão é o governador do estado de Baden-Württemberg, Günther Oettinger. Como novo comissário europeu de Energia, ele assume um cargo estrategicamente importante, mas suas competências em questões de regulamentação são consideradas limitadas.

Baden-württembergischer Ministerpräsident Günther Oettinger

O alemão Oettinger assume a pasta de Energia

A Comissão Europeia tem o direito exclusivo de submeter propostas de lei à União Europeia e fiscalizar o cumprimento do direito europeu. A liderança da UE tem grandes desafios pela frente, como a formulação de novas regras para os bancos e mercados financeiros após a crise, o planejamento de uma nova estratégia de crescimento da União Europeia para a nova década e a luta por um acordo climático global.

O francês Michel Barnier é que tem em suas mãos a tarefa de implementar as reformas com novas regras para bancos e mercados financeiros. O comissário para Mercado Interno anunciou que não excluirá nenhum produto ou agente do mercado financeiro na regulamentação financeira, para prevenir crises futuras.

Um posto-chave na luta contra a crise econômica também é o de comissário para Assuntos Econômicos e Financeiros, assumido pelo finlandês Olli Rehn. Ele toma posse da pasta em meio ao maior teste de resistência para a zona do euro. A Grécia luta contra uma dívida elevada, e os mercados financeiros já põem em dúvida a capacidade de pagamento de outros Estados europeus altamente endividados, como Portugal.

MD/afp/lusa/rtrs

Revisão: Roselaine Wandscheer

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