Paris anuncia inauguração de campo de refugiados | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 06.09.2016
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Mundo

Paris anuncia inauguração de campo de refugiados

Norte da capital francesa terá centro de acolhimento provisório para oferecer atendimento médico e orientação a requerentes de asilo recém-chegados. Objetivo é tirar migrantes das ruas.

Refugiados em campo improvisado em Paris, em maio de 2016

Refugiados em campo improvisado em Paris, em maio de 2016

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, anunciou nesta terça-feira (06/09) que vai inaugurar em meados de outubro o primeiro campo de refugiados da capital francesa. O objetivo é tirar centenas de migrantes sem assistência das ruas.

A unidade em Porte de la Chapelle, no norte de Paris e não muito longe da estação de trem Gare du Nord, terá capacidade para 400 homens. Um segundo abrigo será aberto no final do ano em Ivry-sur-Seine, no sul da capital, para acolher cerca de 300 mulheres e crianças.

Os centros servirão como um ponto de atendimento temporário, onde os requerentes de asilo receberão tratamento médico e orientação, antes de serem levados a abrigos permanentes em outros lugares da França. Eles poderão ficar abrigados nos campos de emergência somente "entre cinco e dez dias".

Cerca de 80% do complexo de Porte de la Chapelle, orçado em 6,5 milhões de euros, foram financiados pela prefeitura de Paris, que será responsável por metade das despesas com a gestão.

Atualmente, cerca de 40% das solicitações de asilo são realizadas na região parisiense de Île-de-France. Hidalgo tinha anunciado a intenção de criar um campo de refugiados em Paris em maio, dizendo que a França tem o dever de acomodar os migrantes em condições humanas. O campo de Porte de la Chapelle deve ser ampliado até o ano que vem para receber outras 200 pessoas.

Hostilidade contra migrantes

Na semana passada, o ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, prometeu remover completamente o acampamento de migrantes na cidade de Calais, no norte da França, conhecido como "A Selva" e que abriga cerca de 7 mil pessoas. Segundo o político, a remoção será gradativa, conforme novos abrigos forem construídos em toda o país.

Nesta segunda-feira, caminhoneiros, agricultores e empresários locais bloquearam uma rodovia importante da região para protestar contra o acampamento ilegal. Eles reclamam das tentativas dos migrantes de se esconderem nos caminhões para atravessar o Canal da Mancha, em direção ao Reino Unido.

Na madrugada desta terça-feira, um edifício destinado a abrigar um centro de migrantes em Forges le-Bains, ao sul de Paris, foi incendiado. A Promotoria francesa considerou a ação como criminosa. O local teria capacidade para 200 pessoas e receberia os primeiros refugiados em outubro.

KG/efe/afp

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