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Parabéns unânimes

DW (av)5 de novembro de 2008

Não apenas europeus e norte-americanos saudaram o resultado do pleito de 4 de novembro. Altas nas bolsas asiáticas, feriado no Quênia e mesmo sinais positivos do Oriente Médio revelam uma onda mundial de otimismo.

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Barack Obama e família na festa de vitóriaFoto: AP

A aclamação internacional do futuro presidente norte-americano, Barack Obama, nesta quarta-feira (05/11), foi praticamente unânime, da União Européia ao Afeganistão – onde os Estados Unidos combatem a milícia radical islâmica dos talibãs – e mais além. O governo do Iraque revelou não contar com uma rápida retirada das tropas norte-americanas, mesmo após a passagem de poder na Casa Branca.

Deutschland USA Angela Merkel und Frank-Walter Steinmeier zu Obama
Merkel (d) e Steinmeier no 'dia depois'Foto: AP

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, e seu ministro do Exterior, Frank-Walter Steinmeier, garantiram ao futuro presidente democrata cooperação sobre bases de confiança. Merkel acentuou que Berlim "sempre esteve consciente do significado e do valor da parceria transatlântica para nosso futuro comum".

O presidente alemão, Horst Köhler, assegurou por telegrama ao senador de 47 anos que este pode encarar "a Alemanha como parceira confiável e amiga para longos anos", já que seus dois países estão estreitamente ligados por valores comuns.

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, que até o final de 2008 ocupa a presidência da União Européia, saudou a "brilhante vitória" de Obama, logo após a divulgação dos resultados das eleições. Com estes, os EUA haveriam "expressado sua fé no progresso e no futuro". "Sua eleição desperta na França, na Europa e no restante do mundo uma tremenda esperança", escreveu Sarkozy a Barack Obama.

Segundo o premiê britânico, Gordon Brown, o democrata "realizou uma campanha eleitoral inspiradora e estimulou a política com seus valores progressistas e sua visão de futuro". O líder do Partido Trabalhista do Reino Unido declarou ainda: "Conheço Barack Obama e compartilhamos muitos valores. Estamos ambos decididos a demonstrar que o governo pode ajudar as pessoas a atravessar estes tempos difíceis".

Novo New Deal

O presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, mal continha sua euforia com a perspectiva de mudança na Casa Branca. Ele disse ver chances totalmente novas para o comércio mundial. "Trata-se de uma virada para os Estados Unidos, e poderia sê-lo também para o mundo. Na Europa, esperamos estabelecer, juntamente com o presidente Obama, uma agenda ambiciosa para a globalização, superar a crise global, fomentar o crescimento e novas oportunidades, e combater o aquecimento global".

Deutschland USA Wahlen Reaktionen zu Obama Börse in Frankfurt
Bolsa de Frankfurt sob 'efeito Obama'Foto: AP

Barroso traçou uma analogia histórica com a crise da década de 1930, à qual o presidente norte-americano Franklin Roosevelt reagiu com o programa social que denominou New Deal. "Precisamos transformar a crise atual numa chance para um governo global, para um novo multilateralismo. Precisamos de um novo New Deal entre os EUA e a União Européia."

Na qualidade de presidente do Conselho de Ministros da União Européia, o chefe da diplomacia francesa Bernard Kouchner declarou que a Europa precisa da energia de Obama, seu repúdio à injustiça e sua forma decidida de avançar, a fim de criar um mundo mais seguro, justo e estável.

Crítica a Bush e convite honroso

Javier Solana, encarregado da Política Externa e Segurança Comum da UE, disse considerar as relações entre os EUA e a UE boas, até agora. Contudo, para ele é importante que ambos os parceiros permitam a outros atores, como a China, estarem mais presentes no palco mundial. "A crise financeira é um excelente exemplo de como outros também devem participar da mesa de discussões. Porém a 'dobradinha', o par EUA-UE, continuará senso fundamental", observou Solana.

O alemão Hans Gert Pöttering, presidente do Parlamento Europeu foi mais explícito em sua crítica ao atual presidente norte-americano, George W. Bush. "Acho que a escolha do futuro presidente Barack Obama é um bom sinal de melhores relações entre os EUA e a UE. Minha esperança e desejo é que nossas relações repousem sobre a parceria e o consenso; que tenhamos nos Estados Unidos menos decisões unilaterais que afetem o mundo, que haja mais diálogo e mais decisões conjuntas com os parceiros importantes do planeta, inclusive a União Européia."

Pöttering convidou Obama para falar diante do Parlamento Europeu. O último presidente dos EUA a receber esta distinção foi Ronald Reagan, em 1985.

Altas na Ásia e feriado no Quênia

A vitória do candidato democrata nos EUA provocou nesta quarta-feira a maior alta das bolsas asiáticas nas últimas três semanas. Sobretudo as exportações tiveram bom desempenho. Em Tóquio, o índice Nikkei fechou em alta de 4,5%. Também na Coréia do Sul, Hong-kong, Cingapura, Austrália e Xangai os mercados de valores acusaram altas consideráveis.

Kenia feiert Barack Obama Wahlsieg bei US Präsidentschaftwahl
Júbilo no QuêniaFoto: AP

Muitos quenianos viram no final feliz do pleito presidencial norte-americano motivo para festejar, e para tal contaram com apoio oficial. Pouco após a divulgação dos resultados, o presidente Mwai Kibaki declarou o dia 6 de novembro feriado nacional. Na pátria do pai de Obama, muitos torciam pela vitória do senador democrata.

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