Papa pede por cristãos perseguidos, na bênção Urbi et Orbi | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 25.12.2010
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Mundo

Papa pede por cristãos perseguidos, na bênção Urbi et Orbi

Na tradicional bênção Urbi et Orbi, o papa Bento 16 disse esperar que o Natal traga consolo a cristãos no Oriente Médio e no Iraque, e criticou opressão da China sobre católicos no país.

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Papa leu a bênção em 65 línguas

O papa Bento 16 leu neste sábado (24/12) sua mensagem de Natal, em meio a rígidas medidas de segurança, rezando pela paz no Oriente Médio e encorajando os católicos do Iraque e da China a resistirem à perseguição.

Em sua tradicional bênção Urbi et Orbi ("À cidade e ao mundo"), o líder católico disse que a mensagem natalina de paz e esperança é sempre nova, surpreendente e desafiadora e deve encorajar todos à luta pacífica pela justiça.

Na sacada central da Basílica de São Pedro, o pontífice se dirigiu à multidão na Praça de São Pedro em 65 línguas, incluindo as faladas em regiões de conflito no mundo. Ele pediu que a luz do Natal volte a brilhar na terra em que nasceu Jesus, inspirando israelenses e palestinos a lutar por uma convivência pacífica.

Consolo no Oriente Médio e Iraque

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Cerimônia na Basílica de São Pedro

O Papa disse esperar que o Natal traga consolo para os fiéis no Oriente Médio e no Iraque, onde a Igreja teme que haja um êxodo de cristãos, devido a acontecimentos como o atentado de final de outubro em uma igreja em Bagdá, no qual foram mortos 44 fiéis, dois padres e sete agentes de segurança. Desde então, milhares de cristãos abandonaram o Iraque, segundo informações da ONU.

Na oração pelos católicos na China, Bento 16 desejou que o Natal fortaleça o espírito de paciência, fé e coragem dos fiéis naquele país, e condenou as restrições que sofrem em sua liberdade de religião e consciência.

Segurança intensificada

A polícia intensificou as medidas de segurança no Vaticano e em Roma, depois da explosão de duas bombas enviadas às embaixadas do Chile e da Suíça na capital italiana. Anarquistas assumiram a autoria dos atentados, que deixaram dois feridos.

A guarda do Vaticano também esteve mais atenta depois de dois anos em que, no dia 25, aconteceram violações de segurança praticadas por uma mesma mulher, Susana Maiolo. No ano passado ela, que tem um histórico de problemas mentais, saltou sobre Bento 16, provocando sua queda. Em 2008, foi detida pouco antes de conseguir alcançar o sumo pontífice.

MD/rtrs/afp
Revisão: Augusto Valente

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