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Pacotes explosivos são enviados a Obama, Hillary e CNN

24 de outubro de 2018

Dispositivos são similares ao encontrado na caixa de correio de George Soros, dois dias atrás. Investigadores acreditam que casos, que visam líderes do Partido Democrata e um grande doador, estão relacionados.

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Barack Obama e Hillary Clinton
Hillary Clinton e Barack Obama durante a campanha eleitoral de 2016Foto: Reuters/G.Cameron

O Serviço Secreto dos Estados Unidos afirmou nesta quarta-feira (24/10) que interceptou um artefato explosivo destinado à ex-candidata presidencial Hillary Clinton, em Westchester (Nova York), na noite desta terça-feira, e um pacote explosivo enviado a Barack Obama, em Washington, na manhã desta quarta-feira.

Também em Nova York, a redação da emissora de TV CNN, no edifício Time Warner Center, foi evacuado depois de um pacote suspeito ter sido encontrado nesta quarta-feira entre as correspondências destinadas à emissora, afirmou a polícia da cidade.

De acordo com investigadores, os dispositivos são similares aos que a polícia encontrou na segunda-feira na caixa de correio da residência do magnata George Soros, em Bedford, nos arredores de Nova York, e detonou de forma controlada.

USA Polizei vor dem Haus von Barak Obama
Carro da polícia diante da residência dos Obama, em WashingtonFoto: Reuters/G. Peaks

O Departamento de Segurança Nacional, ao qual está vinculado o Serviço Secreto, afirmou que os pacotes destinados às residências dos Obama e dos Clinton foram identificados imediatamente como artefatos explosivos durante processos rotineiros de revisão do correio.

Por sua condição de ex-presidentes, toda a correspondência destinada às residências de Obama e Clinton é inspecionada por agentes do Serviço Secreto. As autoridades acrescentaram que nem os Obama nem os Clinton receberam os pacotes ou estiveram expostos a qualquer risco.

A notícia de que um outro pacote suspeito teria sido enviado à Casa Branca foi mais tarde desmentida por autoridades americanas.

Os pacotes suspeitos, destinados ao mais recente ex-presidente democrata, à candidata na eleição passada e a um grande doador do partido, foram enviados cerca de duas semanas antes das eleições de 6 de novembro, que vão determinar se os republicanos mantêm o controle no Congresso.

Obama, Hillary, Soros e a CNN são alvos frequentes de críticas de setores conservadores, incluindo o presidente Donald Trump, que costuma atacar em especial a cobertura jornalística da emissora.

A Casa Branca condenou as tentativas de atentado, que chamou de desprezíveis e aterrorizantes, e o FBI afirmou que está investigando o caso. Os investigadores avaliam que os casos estão relacionados.

"Violência política não têm lugar nos EUA"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condenou as tentativas de ataque e pediu união nacional para repudiar os "atos ou ameaças de violência política".

"Estamos extremamente irritados, infelizes pelo que aconteceu esta manhã, e chegaremos ao fundo disto. Temos que nos unir e enviar uma mensagem clara, contundente, inconfundível que os atos ou ameaças de violência política de qualquer tipo não têm lugar nos EUA", disse o governante em discurso na Casa Branca.

Trump não mencionou explicitamente o Obama, Hillary, e nem nenhum dos outros alvos dos pacotes suspeitos, apenas falou em geral das tentativas de ataque a "ex-altos cargos do governo" e pessoas em posições de poder.

"Os pacotes estão sendo inspecionados e foi aberta uma investigação federal. Todo o peso do nosso governo está sendo empregado para concluir esta investigação e levar à Justiça os responsáveis por estes atos desprezíveis. Não pouparemos recursos nem despesas", ressaltou.

O governante recebeu informações sobre os ataques durante uma reunião com o procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, a secretária de segurança nacional, Kirstjen Nielsen, o diretor do FBI, Christopher Wray, e o diretor do serviço secreto, Randolph Alles.

AS/ap/efe/rtr

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