PAC deverá atrair investimentos alemães para o Brasil, diz embaixador | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 06.03.2008
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Brasil

PAC deverá atrair investimentos alemães para o Brasil, diz embaixador

DW-WORLD entrevistou o embaixador brasileiro em Berlim, Luiz Felipe de Seixas Corrêa, sobre a 26ª edição do Encontro Econômico Brasil-Alemanha, que acontecerá de 24 a 26 de agosto em Colônia.

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Também no setor de ferrovias, o Brasil quer atrair investimentos alemães

Deutsch-Brasilianische Wirtschaftstage

Encontro Econômico Brasil-Alemanha de 2008 acontecerá em Colônia

Embaixador brasileiro em Berlim afirma que o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) possibilita amplas oportunidades de atração de investimentos alemães para o Brasil na área de infra-estrutura. A Alemanha já foi o segundo maior investidor estrangeiro no Brasil, mas ocupa agora a quinta ou sexta posição, comenta o embaixador em entrevista à DW-WORLD.

DW-WORLD: Em agosto próximo, será realizada, em Colônia, a 26ª edição do Encontro Econômico Brasil-Alemanha. Quais serão os principais temas do encontro?

Embaixador Luiz Felipe de Seixas Corrêa: O Encontro Econômico é um mecanismo bilateral Brasil-Alemanha que tem características muitos especiais. Primeiramente, ele é muito antigo. Sua primeira edição foi em 1974. Ele foi evoluindo, aumentando e mudando o formato para incorporar – e esta é a segunda característica importante – o setor público.

Deutschland Brasilianischer Botschafter Seixas Corrêa

Embaixador Seixas Corrêa

O setores privados alemão e brasileiro se reúnem, discutem oportunidades de negócios e investimentos, a solução de eventuais problemas existentes, sempre tendo em mente o objetivo de aumentar as oportunidades de lado a lado. Ao mesmo tempo, o governo alemão e brasileiro se reúnem para discutir os temas da agenda comum. Em seguida, os setores público e privado se reúnem em conjunto.

Aí está a grande originalidade do nosso mecanismo: Governo e setor privado se articulando em tempo real. Num espaço definido de tempo e num mesmo espaço físico, interagem todos os principais agentes da relação.

O desenvolvimento da cooperação Brasil-Alemanha tem sido positivo. Os investimentos vêm crescendo. O que estamos buscando nestes últimos encontros econômicos e vamos continuar a buscar, em Colônia, são progressos em duas áreas prioritárias, em que pensamos existir oportunidades efetivas de inovação na relação bilateral.

Uma é a área de investimentos em infra-estrutura. O Brasil, como se sabe, está passando por um novo programa de promoção de investimentos em infra-estrutura, chamado PAC, o Plano de Aceleração do Crescimento, mediante o qual nós esperamos concentrar investimentos nos próximos anos. Contamos poder atrair investimentos alemães em setores como: estradas, barragens, portos, aeroportos, ferrovias, telecomunicações, energia, etc.

Trata-se de uma nova onda de investimentos em infra-estrutura para complementar o que o Brasil fez nos anos de 1960 e 1970, daquela feita sob a forma de investimentos estatais. Hoje, a idéia é criar investimentos em parceria entre o Estado e o setor privado, o chamado modelo PPP (Parceria Público-Privado).

Os capitais alemães não estiveram presentes no processo de privatização que ocorreu no Brasil durante os anos de 1990. Isso fez com que a Alemanha, que tradicionalmente ocupava o segundo lugar como principal parceiro do Brasil em investimentos, ocupe hoje o quinto ou sexto lugar.

Gostaríamos muito que isto fosse revertido. Estamos trabalhando para chamar a atenção dos nossos parceiros alemães para as oportunidades existentes. Vamos continuar a fazer isso em Colônia. No ano passado, em Blumenau, o ministro de Planejamento do Brasil fez uma ampla exposição sobre as possibilidades abertas com os programas do PAC. Esperamos continuar este trabalho em Colônia.

O segundo campo prioritário é o dos biocombustíveis. Como a Europa já fixou metas relativamente ambiciosas de incorporação de biocombustíveis na sua matriz energética, achamos que estão abertas oportunidades de cooperação, de abertura de mercados europeus, no caso do Brasil, para o bioetanol, produzido através da cana-de-açúcar, e também para o biodíesel.

Esperamos que, tão logo a Alemanha defina sua legislação sobre biocombustíveis, possa se abrir uma corrente de comércio e de cooperação nesta área com o Brasil. No encontro de Colônia, vamos nos concentrar nestes dois aspectos.

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